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Cazaquistão amplia cooperação espacial entre Baikonur e Pequim

Cazaquistão consolida-se como polo espacial regional com parceria sino-cazaque para o Di’er‑5 e o Soyuz‑5/Sunkar, visando cooperação tecnológica de longo prazo

Cosmódromo de Baikonur, o primeiro e maior porto espacial do mundo, no sul do Cazaquistão.
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  • Cazaquistão e China lançaram com sucesso o nanossatélite Di’er-5 (Yao-8) a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na China, a bordo de um foguetão Kuaizhou‑11.
  • O Di’er‑5, desenvolvido pela Universidade Nacional Cazaque Al‑Farabi em parceria com a Northwestern Polytechnical University, testa movimentos de alta precisão, controlo de atitude e processamento autónomo de dados de observação da Terra.
  • O satélite permite reconhecer e analisar imagens em órbita, transmitindo dados rapidamente para a Terra, com aplicações em monitorização ambiental, resposta a emergências e segurança.
  • O próximo passo é o lançamento de um novo satélite previsto para 2026, com iniciativas conjuntas em tecnologia espacial, formação de especialistas e observação da Terra.
  • O Cazaquistão mantém cooperação com a Rússia em Baikonur, mas observa maior atividade espacial chinesa; o lançamento do foguetão Soyuz‑5/Sunkar foi adiado para o fim de março de 2026.

O Cazaquistão e a China anunciaram o lançamento conjunto do nanossatélite Di’er-5, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na China, a bordo do foguetão Kuaizhou-11. A missão, designada Yao-8, tem objetivos de investigação científica e envolve cooperação entre universidades dos dois países.

O satélite foi desenvolvido pela Universidade Nacional Cazaque Al‑Farabi, em parceria com a Northwestern Polytechnical University, da China. O objetivo é testar movimentos de alta precisão, controlo de atitude e processamento autónomo de dados de observação da Terra.

Segundo a universidade cazaque, o Di’er‑5 opera em órbita, permitindo reconhecer imagens de deteção remota sem depender de estações terrestres. A equipa envolvida indica que a rapidez de transmissão de dados é crucial para aplicações ambientais, emergências e análise de segurança.

Importância regional e próximos passos

A comunidade científica do Cazaquistão vê a China como parceira essencial para uma colaboração espacial de longo prazo. O riquíssimo historial de Baikonur e a adesão do país à ILRS ampliam o quadro de cooperação.

Nursultan Meirambekuly, diretor do Farabi Space Centre for Space Technologies, aponta que o próximo passo é o lançamento de um novo satélite previsto para 2026, com exploração de cargas úteis científicas, formação de quadros e tecnologia de observação da Terra.

Continuidade da cooperação e contexto geopolítico

Em 2024, o Cazaquistão aderiu à ILRS e prepara-se para um telescópio em órbita lunar com lançamento previsto para 2029. O projeto visa monitorizar o espaço em torno da Lua e detetar detritos orbitais.

Peritos também destacam o apoio institucional da China, através de bolsas, intercâmbios e formação de engenheiros. O acordo de cooperação tecnológica firmado em 2023 incluiu uma subvenção de 100 milhões de yuan para o setor espacial.

Futuro da indústria espacial do Cazaquistão

O país mantém cooperação com a Rússia, incluindo o uso de Baikonur, embora a China tenha aumentado a presença espacial regional. A Rússia adiou o lançamento histórico do Soyuz‑5/Sunkar para o fim de março de 2026, mantendo o interesse estratégico na região.

O Soyuz‑5/Sunkar continua ligado ao Complexo Espacial Baiterek, com ambições de reforçar a capacidade do Cazaquistão em lançar componentes nacionais e internacionais, em linha com uma agenda de desenvolvimento responsável de tecnologia espacial.

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