- A NATO anunciou o arranque da operação de vigilância reforçada Sentinela do Árctico, após acordo entre Mark Rutte e o presidente dos EUA, Donald Trump.
- A operação reforça a dissuasão e a defesa na região, com foco no aumento da atividade russa e do interesse da China, considerados fatores de risco.
- A primeira fase envolve exercícios já em curso, como Arctic Endurance (Dinamarca) e Cold Response (Noruega), com participação de Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.
- A Sentinela do Árctico ficará sob o comando direto do Comandante Supremo Aliado da Europa, reunindo pela primeira vez as atividades no Ártico sob um único âmbito operacional.
- Nesta quinta-feira, os ministros da Defesa da NATO reúnem-se em Bruxelas para preparar a cimeira de Ancara, tratar do aumento do investimento em defesa, até 3,5 por cento do PIB, e avaliar o apoio à Ucrânia.
A NATO anunciou o lançamento da operação de vigilância reforçada Sentinela do Árctico, prevista para arrancar após três semanas de acordo entre o secretário-geral Mark Rutte e o Presidente dos EUA, Donald Trump. A iniciativa visa fortalecer a dissuasão e a defesa numa região considerada sob maior risco devido ao crescimento da atividade militar russa e à presença crescente da China.
O objetivo é reunir, pela primeira vez, a totalidade das atividades no Ártico sob um único comando, aumentando a eficácia operacional. A operação envolve exercícios com forte participação de dezenas de milhares de militares e equipamento, já programados para a primeira fase.
Participam na iniciativa Dinamarca, Noruega, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. Este grupo junta-se a uma estratégia anterior de operações no Báltico e na frente Leste, lançadas em 2025, para responder à ameaça russa.
Os exercícios iniciais incluem o Arctic Endurance, da Dinamarca, e o Cold Response, da Noruega. A Sentinela do Árctico terá atuação em múltiplos domínios e ficará sob a autoridade do Comandante Supremo Aliado da Europa.
Segundo uma fonte da NATO, as operações não são ofensivas, mas sim de vigilância, dissuasão e defesa. Entre os resultados já alcançados, apontam-se indicadores de estabilidade, com monitorização de infraestruturas críticas sem incidentes relevantes.
Nesta quinta-feira, os ministros da Defesa da NATO reúnem-se em Bruxelas para preparar a cimeira de Ancara, em julho. Debatem compromissos de investimento em defesa até 3,5% do PIB, metas estabelecidas para 2025, e avaliam a evolução da guerra na Ucrânia.
O secretário-geral reiterou o apoio da aliança à Ucrânia, destacado pela cooperação entre aliados para reforçar o apoio militar. Ao mesmo tempo, é apontado que a maioria das operações de vigilância do Atlântico norte é integrada com objetivos de proteção de rotas logísticas.
O encontro ministerial também analisa o impacto dos ataques russos a infraestruturas civis na Ucrânia e as medidas de resposta da aliança. Mark Rutte enfatizou que a NATO continuará ao lado de Kiev, reforçando a mobilização de recursos e capacidades conjuntas.
Ao fim da reunião, manter-se-ão os compromissos de coordenação com os parceiros estratégicos, incluindo a partilha de informações e o apoio humanitário, para tornar o apoio à Ucrânia mais eficaz. A NATO reforça, assim, a presença militar na região do Árctico.
Entre na conversa da comunidade