- O Conselho da Europa retirou a imunidade diplomática a Thorbjorn Jagland por ligações ao caso Epstein, permitindo que o sistema judicial norueguês possa avançar com o processo caso exista.
- Jagland, que desempenhou funções de secretário-geral entre 2009 e 2019, mantinha imunidade mesmo após o término do mandato.
- O atual secretário-geral, Alain Berset, disse que, sem imunidade, o sistema judicial pode trabalhar e Jagland pode defender-se caso seja processado.
- O advogado de Jagland afirmou que a decisão era esperada e que o cliente vai colaborar com a investigação, embora considere que não houve ato criminalmente repreensível.
- Documentos citados pelo Verdens Gang, com base no Departamento de Justiça dos Estados Unidos, indicam que Jagland pediu garantia a Epstein para comprar um apartamento e esteve em propriedades em Nova Iorque e Paris; uma viagem à ilha de Epstein em 2014 foi cancelada.
O Conselho da Europa retirou a imunidade diplomática de Thorbjorn Jagland, ex-secretário-geral da instituição sediada em Estrasburgo entre 2009 e 2019, no âmbito de um inquérito relacionado com Jeffrey Epstein. Jagland mantém imunidade até que se perceba se há base para processo. A decisão permite ao sistema judicial norueguês avançar com a investigação.
Alain Berset, atual secretário-geral do Conselho da Europa, indicou que sem imunidade Jagland pode ser chamado a defender-se no âmbito do processo ausente de país. O advogado de Jagland, Anders Brosveet, afirmou que a decisão era esperada e que o cliente vai colaborar com as investigações, mantendo que não houve ato criminoso.
Contexto de ligações
Segundo documentos do Departamento de Justiça dos EUA citados pelo jornal Verdens Gang, Jagland pediu garantias a Epstein para comprar um apartamento. Jagland afirmou ao jornal que todos os empréstimos foram obtidos junto do banco norueguês DNB.
Os registros indicam que Jagland esteve em propriedades de Epstein em Nova Iorque (2018) e em Paris (2015 e 2018). Estava também prevista uma visita à ilha de Epstein em 2014, que acabou por ser cancelada.
Além de Jagland, na Noruega surgiram ligações a Epstein por parte da diplomata Mona Juul e seu marido Terje Rod-Larsen, bem como pela princesa herdeira Mette-Marit. Em França, o ex-ministro Jack Lang demitiu-se da presidência do Instituto do Mundo Árabe por motivos semelhantes.
Outras figuras internacionais também foram associadas a Epstein, incluindo o diplomata britânico Peter Mandelson, demitido em setembro após terem vindo a público relações com o caso. Epstein enfrentou acusações federais nos EUA antes de morrer, em 2019, numa cela de prisão.
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