- William e Kate disseram estar profundamente preocupados com as revelações nos arquivos de Jeffrey Epstein, num contexto de novos documentos que envolvem Andrew Mountbatten-Windsor.
- Andrew, irmão de Carlos, já foi expulso do círculo próximo da realeza e perdeu o título de príncipe; recentemente deixou a sua mansão real.
- Em 2022, Andrew chegou a acordo num processo movido por Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual na adolescência; Giuffre faleceu em abril.
- A polícia de Thames Valley disse estar a avaliar se há de investigar as novas revelações, incluindo alegações de partilha de documentos confidenciais com Epstein.
- Além disso, surgiram ligações entre o primeiro-ministro e o caso, com informações de que Peter Mandelson também terá partilhado ficheiros governamentais confidenciais com Epstein, motivo de abertura de investigações de má conduta.
William e Kate expressem preocupação com as revelações dos arquivos Epstein. O casal real reagiu nesta segunda-feira, após novas informações que aumentam o escrutínio sobre Andrew Mountbatten-Windsor, tio do príncipe de Gales.
As informações públicas indicam que Charles e Camilla já tinham manifestado solidariedade com as vítimas em outubro. A declaração mais direta veio agora, com os príncipes de Gales dizendo estar profundamente preocupados com o que foi revelado e com o impacto sobre as vítimas.
Andrew, o segundo filho da falecida rainha, já tinha renunciado a funções reais em 2019 por ligações a Epstein. Em outubro, o monarca retirou a designação de príncipe ao irmão, que deixou também a casa Windsor na semana passada.
Em 2022, Andrew esteve envolvido num acordo com Virginia Giuffre, que o acusava de abusos sexuais na juventude, relacionado com Epstein. Giuffre faleceu em abril de 2025, num desfecho que continua a moldar este caso.
A imprensa britânica relata que Andrew não respondeu aos pedidos de comentário desde a divulgação dos arquivos. O passado de Andrew continua a fragilizar a imagem da família real diante do escrutínio público.
Investigação policial e novas informações
A Polícia de Thames Valley confirmou ter sido informada sobre as revelações e está a avaliar a abertura de uma investigação formal, conforme os seus procedimentos. As averiguações centram-se também em alegações surgidas com os novos ficheiros.
Nos EUA, os documentos incluem mensagens que sugerem que Andrew enviou relatórios ao Epstein em 2010, após a condenação do criminoso. A defesa e as autoridades investigam se houve violação de confidencialidade de documentos oficiais.
Além disso, a divulgação recente ligou Andrew a potenciais contatos entre Epstein e figuras públicas britânicas, num contexto de controvérsia que envolve ainda outros nomes políticos citados nos ficheiros.
O caso continua a provocar discussão pública sobre a distância entre a família real e figuras associadas a Epstein, bem como sobre o tratamento institucional de alegações de abuso sexual envolvendo personalidades de alto perfil.
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