- O Governo cubano alertou hoje as companhias aéreas internacionais de que, a partir desta segunda-feira, haverá ausência de combustível para aviões devido ao embargo dos Estados Unidos.
- As companhias afetadas são, principalmente, americanas, espanholas, panamianas e mexicanas; em situações anteriores, costumam reajustar rotas para reabastecer no México ou na República Dominicana.
- Cuba mantém ligações com a Florida (Miami, Tampa, Fort Lauderdale), Espanha (Madrid), Panamá (Cidade do Panamá) e México (Cidade do México, Mérida, Cancún), além de ligações com Bogotá, Santo Domingo e Caracas.
- O Governo cubano anunciou um plano de emergência para sobreviver sem importações de crude e derivados, incluindo o fim da venda de gasóleo, redução de horários em hospitais e escritórios estatais e encerramento de alguns hotéis.
- O México, sob a presidente Claudia Sheinbaum, afirmou que continua a negociar entrega de petróleo a Cuba sem sanções, e enviará mais de 814 toneladas de alimentos a Cuba a bordo de dois navios de apoio logístico da marinha.
O Governo cubano avisou as companhias aéreas internacionais que operam na ilha de que, a partir de hoje, ficará sem combustível para aviões devido ao embargo dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Agência EFE junto de duas fontes.
As empresas afetadas são principalmente americanas, espanholas, panamianas e mexicanas. Ainda não houve comunicação oficial das companhias sobre a situação, que não é inédita, já que episódios semelhantes já foram resolvidos com paragens técnicas em rota.
Cubano não produz o suficiente para as suas necessidades. O país depende de importações de petróleo, nomeadamente da Venezuela, México e Rússia. O embargo norte-americano agrava a situação ao dificultar o abastecimento externo.
Abastecimento e impactos operacionais
O Governo anunciou um plano de emergência para sobreviver sem importações de crude e derivados. Entre as medidas estão o fim da venda de gasóleo e a redução de funcionamento de hospitais e escritórios estatais.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem que pode impor tarifas a países que forneçam petróleo a Cuba, alegando motivos de segurança nacional. A medida ainda enfrenta descrições contraditórias entre autoridades cubanas e representantes norte-americanos.
O México, liderado pela presidente Claudia Sheinbaum, indicou que continua a negociar o envio de petróleo a Cuba sem sanções. Paralelamente, dois navios da marinha mexicana transportam mais de 814 toneladas de alimentos para a população cubana.
Este conjunto de ações ocorre num contexto de estreitamento de relações entre Cuba e México, com foco também em garantias alimentares para a ilha.
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