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Maioria de ucranianos opõe-se à cedência do Donbass à Rússia em nome da paz

Maioria dos ucranianos rejeita retirar o Donbass em troca de garantias de segurança; 52% acham a opção absolutamente inaceitável, 65% prontos para manter a guerra

Apesar dos constantes bombardeamentos russos, a maioria dos ucranianos diz estar preparado para que a guerra dure o que for necessário
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  • A maioria dos ucranianos rejeita ceder o Donbass a Moscovo, mesmo com garantias de segurança ocidentais, aponta uma sondagem do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev realizada na última semana de janeiro.
  • Moscovo quer a retirada das tropas ucranianas do território controlado no Donbass, cerca de 20 por cento da província de Donetsk; a Ucrânia não aceita, defendendo manter a região.
  • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recusou perder território, dizendo que a constituição não lhe permite tratar esse assunto; admite soluções intermédias apenas com recuo russo e, em alguns casos, referendo.
  • Votos: 52 por cento dos inquiridos consideram absolutamente inaceitável retirar-se em troca de garantias de segurança; 31 por cento acham a proposta geralmente aceitável, e 9 por cento concordam facilmente.
  • A sondagem foi realizada numa altura de severos cortes de energia e frio intenso, com 65 por cento a dizerem estar dispostos a manter a guerra pelo tempo que for necessário.

Ao fim de quase quatro anos de invasão russa e de oito anos de conflito no Donbass, a maioria dos ucranianos rejeita ceder o Donbass à Rússia mesmo com garantias de segurança de aliados ocidentais. Esta é a principal conclusão da mais recente sondagem do KIIS, divulgada esta semana.

Segundo a pesquisa, 52% dos inquiridos consideram “absolutamente inaceitável” que a Ucrânia se retire do Donbass em troca de garantias de segurança. Outros 31% dizem que a proposta é “geralmente aceitável”, enquanto apenas 9% concordam facilmente.

Resultados da sondagem

A sondagem decorreu na última semana de janeiro, num contexto de cortes de energia e frio intenso causados por bombardeamentos russos. Os investigadores sublinham que a oposição à retirada manteve-se estável, mesmo diante de problemas de electricidade e aquecimento.

A investigação também aponta para um cansaço com a invasão. Cerca de 65% estão dispostos a suportar a guerra “o tempo que for necessário”, e apenas 17% veem fim da guerra num prazo máximo de seis meses.

Contexto político e estratégico

O anúncio de Moscovo de exigir a retirada de tropas de 20% do Donbass permanece inalterado, visando controlar integralmente a região que hoje não está sob ocupação russa. Zelensky deixou claro que a Constituição não permite renunciar a território sem referendo, e que propostas intermédias exigem recuo de forças russas.

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