- O Governo de Taiwan criticou a participação do Kuomintang (KMT) num fórum em Pequim com o Partido Comunista Chinês (PCC), dizendo que ignora a hostilidade da China para com a ilha.
- O evento marca a retoma do intercâmbio institucional entre PCC e KMT após quase dez anos de interrupção, visto como passo prévio a uma possível reunião entre Xi Jinping e a nova presidente do KMT, Cheng Li-wun, no primeiro semestre.
- O diretor do Gabinete para os Assuntos de Taiwan, Song Tao, reafirmou a oposição de Pequim à independência de Taiwan e garantiu que não haverá tolerância face ao secessionismo.
- O vice-presidente e líder da delegação do KMT, Hsiao Hsu-tsen, afirmou que Taiwan e a China partilham uma mesma nação chinesa, destacando que o conflito não serve os interesses do povo taiwanês.
- O Conselho para os Assuntos Continentais de Taiwan destacou a intensificação da hostilidade de Pequim e acusou o PCC de tentar contornar a autoridade taiwanesa e promover a anexação da ilha, pedindo firmeza na defesa da soberania.
O Governo de Taiwan criticou hoje a participação do Kuomintang (KMT), principal partido da oposição, num fórum em Pequim com representantes do Partido Comunista Chinês (PCC). O encontro marcou a retomada de intercâmbios institucionais entre as duas partes após quase uma década.
O fórum, promovido por institutos de investigação ligados aos dois lados, é visto como um passo preliminar para uma possível reunião entre Xi Jinping e a nova presidente do KMT, Cheng Li-wun, prevista para o primeiro semestre deste ano. A sessão ocorreu em Pequim, China.
Contexto diplomático
Song Tao, chefe do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, reiterou a oposição firme de Pequim à independência de Taiwan, deixando claro que não haverá tolerância ao secessionismo. O PCC tem reiterado que utiliza pressão para consolidar a posição sobre a ilha.
Hsiao Hsu-tsen, vice-presidente e líder da delegação do KMT, afirmou que, apesar das diferenças políticas, povos de ambos os lados pertencem à mesma nação chinesa e que o conflito não serve o interesse do povo taiwanês. A fala enfatiza a retórica de união promovida pelo KMT.
Reações oficiais
O Conselho para os Assuntos Continentais de Taiwan denunciou que a hostilidade de Pequim aumenta, citando incursões aéreas e navais ao redor de Taiwan e repressão transfronteiriça a políticos e cidadãos taiwaneses. O órgão avaliou que o KMT ignora a intenção de eliminar a República da China e anexar Taiwan.
O Ministério dos Assuntos de Mainland China (MAC) reiterou o apelo para enfrentar a pressão do PCC, defender a soberania e a dignidade nacionais, e evitar a distorção da perceção pública sobre a relação entre as partes. A comunicação sublinha a cooperação entre Taipe e outras instituições para manter a estabilidade na região.
Contexto político em Taiwan
As relações entre o PCC e o KMT contrastam com o tom dominante entre Pequim e o Governo taiwanês, liderado desde 2016 pelo Partido Democrático Progressista. Este bloco defende que apenas os 23 milhões de habitantes de Taiwan decidem o futuro político da ilha.
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