- Mulher não identificada alegou ter exigido 250 mil dólares a Jeffrey Epstein, afirmando ter realizado vários atos sexuais com Epstein e com o príncipe André, numa festa em Palm Beach, em 2006.
- A carta de 23 de março de 2011 sustenta que a dançarina foi contratada para atuar, mas pressionada a participar num ménage à três; teriam-lhe pago apenas 2 mil dólares, apesar de acordo para 10 mil.
- A denúncia diz que Epstein e o príncipe convidaram-na a viajar para as Ilhas Virgens, convite que ela recusou; deixou o clube de striptease sem receber o valor total.
- Não há indicação de irregularidade criminal por parte do príncipe nos documentos; e-mails entre antigos advogados de Epstein qualificaram a exigência como chantagem/extorsão.
- O advogado da mulher afirma que a vítima adiou a queixa por vergonha, e a carta acusa violação de contrato verbal e outros crimes civis, propondo um acordo extrajudicial de 250 mil dólares por confidencialidade; o material surgiu com a divulgação de mais de três milhões de documentos do Epstein pelo Departamento de Justice dos EUA, divulgados pelo Daily Mail.
Uma stripper não identificada exigiu 250 mil dólares a Jeffrey Epstein, alegando ter realizado vários atos sexuais com o financista e com o príncipe Andrew. O caso ficou público com documentos judiciais nos EUA.
A denúncia descreve uma festa em 2006 na casa de Epstein, em Palm Beach, na Florida. A mulher diz ter sido contratada para dançar, mas foi pressionada a participar sexualmente com Epstein e com o então príncipe.
A carta, datada de 23 de março de 2011, foi enviada pelo advogado da mulher e tornou-se pública via o Daily Mail, no contexto de mais de três milhões de documentos ligados a Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Contexto e detalhes
Segundo a carta, a dancer era descrita como popular no Rachel’s Strip Club e deveria receber 10 mil dólares pelo evento, embora tenha recebido apenas 2 mil, conforme o advogado. O documento afirma que o acordo previa apenas atuação de dança, com Epstein prometendo pagamento posterior.
Alega-se ainda que, durante a festa, houve apresentação de jovens com roupas provocantes, algumas aparentando ter apenas 14 anos. A mulher teria sido convidada a viajar com Epstein e o príncipe para as Ilhas Virgens, convite que recusou.
Não existem indícios criminais de envolvimento do príncipe Andrew nos documentos. E-mails entre antigos advogados de Epstein classificaram, mais tarde, a exigência financeira como chantagem/extorsão.
O advogado da mulher diz que a cliente adiou a queixa por vergonha, descrevendo-a como trabalhadora de strip-tease tratada injustamente. A carta sustenta violação de contrato verbal, quantum meruit e outros delitos civis, propondo um acordo de 250 mil dólares com confidencialidade, com prazo de nove dias para pagamento. Não está claro se houve pagamento.
A divulgação dos documentos acontece semanas após a publicação de uma fotografia de 2011 que mostra Andrew com Virginia Giuffre, que já esteve associada a Epstein em casos anteriores.
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