- A Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (ICAN) pediu aos Estados Unidos e à Rússia que retomem negociações de desarmamento nuclear e reduzam significativamente os arsenais.
- O apelo surge um dia antes da expiração do tratado Novo START, o último acordo entre Washington e Moscovo no controlo de armas atómicas.
- A ICAN alerta que, sem o Novo START, o ritmo de militarização nuclear pode acelerar e outras potências sentirem pressão para seguir o exemplo.
- A aliança recorda que os EUA e a Rússia respondem por 87% de todas as armas nucleares e que o fim do tratado, a 05 de fevereiro, pode abrir espaço para novo armamento sem verificação mútua.
- O Novo START limita ogivas de longo alcance a 1.550 e mísseis de lançamento a 700; o presidente norte‑americano, Donald Trump, disse estar de acordo com as restrições, mas quer o fim da vigência e novas negociações que incluam a China.
A Campanha Internacional para Abolar as Armas Nucleares (ICAN) pediu hoje aos Estados Unidos e à Rússia que retomem as negociações de desarmamento e reduzam significativamente os arsenais. O apelo veio dias antes do fim do tratado New START, o último acordo de controlo de armas entre as duas potências.
A ICAN alertou para o risco de uma corrida armamentista caso o acordo expire. Sem o New START, disse a diretora executiva Melissa Parke, a pressão entre Washington e Moscovo pode aumentar e outras potências nucleares podem sentir-se incentivadas a seguir o exemplo.
A aliança internacional lembrou que os EUA e a Rússia detêm cerca de 87% de todas as armas nucleares. O término do tratado, previsto para 5 de fevereiro, pode facilitar a construção e o posicionamento de novo armamento, sem verificação mútua.
O New START estabelece limites a armas de longo alcance, impondo que ambos os países não ultrapassem 1.550 ogivas e 700 mísseis de lançamento. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou concordar com as restrições, mas defendeu o fim do regime vigente, propondo negociações que incluam a China.
Entre na conversa da comunidade