Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ex-primeiro-ministro iraquiano disposto a retirar candidatura

Al-Maliki diz estar disponível para retirar a candidatura se a aliança xiita entender que prejudica o país, mas não cede a pressões estrangeiras

Mohammad Shia al-Sudani, apontado como o candidato preferido dos EUA, manteve-se até à data em silêncio sobre o assunto
0:00
Carregando...
0:00
  • O ex-primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki disse estar disponível para retirar a candidatura a primeiro-ministro se a Coligação do Quadro de Coordenação considerar que isso prejudica os melhores interesses do país.
  • Maliki alertou que desistir hoje significaria ceder decisões de uma instituição nacional e poderia levar o Iraque a responder para satisfazer interesses de potências estrangeiras no futuro.
  • O político afirmou ainda que não pode retirar-se a pedido de uma potência estrangeira, defendendo que a decisão é iraquiana e deve ser respeitada.
  • A Coligação do Quadro de Coordenação reiterou o apoio à candidatura de Maliki, dizendo que a eleição é uma questão constitucional e independentemente de imposições externas.
  • Nas eleições de novembro, a Coligação do Quadro de Coordenação obteve a maioria com 187 deputados; a Aliança para a Reconstrução e o Desenvolvimento ficou com 46 lugares e a coligação de Maliki com 29, enquanto o Presidente norte-americano acusou Maliki de conduzir o país ao caos e advertiu que os EUA não ajudariam se for eleito.

O ex-primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki disse estar disposto a retirar a sua candidatura caso a Coligação do Quadro de Coordenação, a aliança xiita no parlamento, entenda que a sua candidatura prejudica os interesses do país. A declaração surge após avisos de apoio por parte de potências estrangeiras.

Em entrevista à Al Sharqiya, Maliki afirmou que abandonar a corrida hoje seria ceder decisões de uma instituição nacional. Acrescentou que não pode recuar por pressão externa e que a soberania do Iraque deve prevalecer na decisão.

A Coligação do Quadro de Coordenação reiterou o apoio a Maliki, defendendo que a eleição é uma questão constitucional iraquiana, alheia a imposições estrangeiras. As eleições legislativas deram à aliança 187 lugares.

Contexto internacional e calendário

Em 27 de janeiro, o Presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que reintegrar Maliki ao poder seria um erro grave, afirmando que os EUA não ajudariam o Iraque caso isso ocorresse. Trump classificou a ideologia de Maliki como insana.

Maliki reagiu, acusando Trump de interferência nos assuntos internos do Iraque e de violar a soberania nacional. A disputa envolve, além disso, o alinhamento com o Irã e a gestão de políticas sectárias previstas no passado.

Situação parlamentar e etapas

Após as eleições de novembro, o parlamento deverá eleger o Presidente da República, que nomeará o primeiro-ministro encarregado de formar o governo. A Coligação do Quadro de Coordenação possui a maioria parlamentar.

Maliki já liderou o governo entre 2006 e 2014. A atual corrida influencia a próxima formação do executivo e é acompanhada pela comunidade internacional, com foco nas alianças locais e na influência regional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais