- O ex-primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki disse estar disponível para retirar a candidatura a primeiro-ministro se a Coligação do Quadro de Coordenação considerar que isso prejudica os melhores interesses do país.
- Maliki alertou que desistir hoje significaria ceder decisões de uma instituição nacional e poderia levar o Iraque a responder para satisfazer interesses de potências estrangeiras no futuro.
- O político afirmou ainda que não pode retirar-se a pedido de uma potência estrangeira, defendendo que a decisão é iraquiana e deve ser respeitada.
- A Coligação do Quadro de Coordenação reiterou o apoio à candidatura de Maliki, dizendo que a eleição é uma questão constitucional e independentemente de imposições externas.
- Nas eleições de novembro, a Coligação do Quadro de Coordenação obteve a maioria com 187 deputados; a Aliança para a Reconstrução e o Desenvolvimento ficou com 46 lugares e a coligação de Maliki com 29, enquanto o Presidente norte-americano acusou Maliki de conduzir o país ao caos e advertiu que os EUA não ajudariam se for eleito.
O ex-primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki disse estar disposto a retirar a sua candidatura caso a Coligação do Quadro de Coordenação, a aliança xiita no parlamento, entenda que a sua candidatura prejudica os interesses do país. A declaração surge após avisos de apoio por parte de potências estrangeiras.
Em entrevista à Al Sharqiya, Maliki afirmou que abandonar a corrida hoje seria ceder decisões de uma instituição nacional. Acrescentou que não pode recuar por pressão externa e que a soberania do Iraque deve prevalecer na decisão.
A Coligação do Quadro de Coordenação reiterou o apoio a Maliki, defendendo que a eleição é uma questão constitucional iraquiana, alheia a imposições estrangeiras. As eleições legislativas deram à aliança 187 lugares.
Contexto internacional e calendário
Em 27 de janeiro, o Presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que reintegrar Maliki ao poder seria um erro grave, afirmando que os EUA não ajudariam o Iraque caso isso ocorresse. Trump classificou a ideologia de Maliki como insana.
Maliki reagiu, acusando Trump de interferência nos assuntos internos do Iraque e de violar a soberania nacional. A disputa envolve, além disso, o alinhamento com o Irã e a gestão de políticas sectárias previstas no passado.
Situação parlamentar e etapas
Após as eleições de novembro, o parlamento deverá eleger o Presidente da República, que nomeará o primeiro-ministro encarregado de formar o governo. A Coligação do Quadro de Coordenação possui a maioria parlamentar.
Maliki já liderou o governo entre 2006 e 2014. A atual corrida influencia a próxima formação do executivo e é acompanhada pela comunidade internacional, com foco nas alianças locais e na influência regional.
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