- França diz que a prioridade das negociações com o Irão é acabar com a repressão e libertar prisioneiros, deixando a questão nuclear para depois.
- Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean‑Noël Barrot, defende que as liberdades do povo iraniano devem ser garantidas primeiro.
- O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ordenou iniciar negociações diretas com os Estados Unidos através do ministro dos Negócios Estrangeiros.
- As negociações entre EUA e Irão podem ocorrer sexta-feira em Istambul, com mediação de Egito, Qatar, Omã e Turquia, segundo fonte diplomática árabe.
- Organizações de direitos humanos reportam milhares de detenções e centenas de mortes durante os protestos iniciados no início de janeiro; Teerão atribui mortes a ataques de terroristas.
O governo francês pediu que as negociações com o Irão valorizem, primeiramente, o fim da repressão no país. A posição foi partilhada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noel Barrot.
Segundo Barrot, o objetivo imediato é libertar prisioneiros, restabelecer comunicações e devolver liberdades ao povo iraniano. A definição de prioridades torna-se crucial para as conversações entre Washington e Teerão.
As negociações entre EUA e Irão podem ocorrer já na próxima sexta-feira, em Istambul, na Turquia, segundo relatos ouvidos por fontes diplomáticas. A mediação pode envolver países da região.
Masoud Pezeshkian, presidente iraniano, ordenou ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, iniciar negociações diretas com os Estados Unidos. Da parte norte-americana, o presidente Donald Trump já indicou abertura a um acordo.
Uma fonte diplomática árabe indicou à agência AFP que as conversações estão a ser organizadas com apoio do Egito, Qatar, Omã e Turquia. O provável encontro está previsto para 6 de fevereiro na Turquia.
No Irão, a repressão persiste, com detenções de estrangeiros não identificados por participação em distúrbios. Organizações internacionais apontam milhares de mortes, sendo consideradas vítimas de violência associada a manifestações.
HRANA, organização de direitos humanos, reportou 42 mil detenções e 6.854 mortes durante os protestos iniciados no início de janeiro. O governo iraniano reconhece mortes, alegando que muitas ocorreram entre forças de segurança ou civis confundidos com terroristas.
Teerão atribui a desestabilização a uma operação preparada pelos Estados Unidos e por Israel. As informações sobre o andamento das negociações surgem num momento de tensões entre Washington e Teerão à volta do programa nuclear.
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