- A China criticou os EUA por intervenção na Venezuela, qualificando-a de atos hegemónicos e contrários ao direito internacional, e pediu respeito pela soberania venezuelana.
- O porta-voz Lin Jian disse que as ações militares abertas e a detenção de Nicolás Maduro e da esposa violam gravemente o direito internacional e ameaçam a paz na região, mantendo o apoio à Venezuela.
- Pequim já tinha condenado o incidente no mês passado, defendendo libertação imediata de Maduro e a resolução das disputas internacionais por meios pacíficos e diálogo.
- A China apelou aos EUA para responder positivamente à proposta da Rússia de manter os limites ao armamento estratégico, durante o fim do START III, e rejeitou a inclusão da China em negociações de controlo de armamentos em igualdade com as duas maiores potências.
- A Rússia mostrou disponibilidade para prolongar o START III por um ano; a China disse considerar relevante esse contributo para a estabilidade global, desde que Washington responda com boa vontade.
A China intensificou as críticas à intervenção dos Estados Unidos, qualificação de atos hegemónicos e violadores do direito internacional, uma semana após a captura de Nicolás Maduro. Pequim reiterou a rejeição a qualquer imposição externa e defendeu a não intervenção.
O porta-voz Lin Jian afirmou que Washington conduziu operações militares contra a Venezuela de forma aberta e forçou a detenção de Maduro e da esposa. Segundo o governo chinês, tais ações violam o direito internacional, a soberania venezuelana e perturbam a região.
Lin declarou que a China se opõe firmemente a este tipo de ações e manterá apoio à Venezuela na defesa da soberania e interesses legítimos. Acrescentou que Pequim está disposta a cooperar com a comunidade internacional para salvaguardar a Carta das Nações Unidas.
China mantém posição sobre solução pacífica
O porta‑voz reiterou a importância de resolver disputas internacionais por vias pacíficas e pelo diálogo, posição já defendida pela China desde o início do episódio. A Venezuela atravessa instabilidade política após a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina e contactos com Washington.
Paralelamente, Pequim pediu aos EUA uma resposta positiva à proposta russa de manter limites ao armamento estratégico, antes do fim do tratado START III. Lin afirmou que a China valoriza propostas construtivas e espera uma resposta de Washington para preservar a estabilidade estratégica.
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