- Hillary Clinton testemunha em 26 de fevereiro perante a comissão de supervisão da Câmara dos Representantes, em Washington.
- Bill Clinton depõe a 27 de fevereiro; será a primeira vez que um ex-presidente é forçado pelo Congresso a depor.
- O acordo foi alcançado após meses de negociações, com os republicanos a tentar colocar os Clinton no centro da investigação a Epstein e Maxwell.
- A ameaça de acusações de desacato levou à suspensão de eventual culpa dos Clinton, conforme disse o presidente da Câmara, Mike Johnson.
- Os Clinton afirmam não ter conhecimento de abusos de Epstein e concordaram em depoimento transcrito e gravado em vídeo.
O ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton chegaram a um acordo para depor esta mês perante uma comissão do Congresso dos Estados Unidos que investiga o caso Epstein. Hillary testemunhará em 26 de fevereiro, Bill no dia 27, segundo a Associated Press.
Os depoimentos, que são parte de uma investigação da Câmara dos Representantes sobre Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, decorrem após meses de negociações entre o casal e os legisladores republicanos. O objetivo é esclarecer ligações passadas com Epstein e a sua rede de envolvimento.
A comissão de supervisão da Câmara já discutia a possibilidade de acionar desacato ao Congresso contra os Clinton, caso não aceitassem depor. O presidente da Câmara, Mike Johnson, indicou que a possibilidade de culpa por desacato foi suspensa com o acordo.
Conforme detalhes de negociação, os depoimentos serão transcritos e gravados em vídeo. Clinton e Hillary não foram acusados de irregularidades relacionadas com Epstein e disseram não ter conhecimento de abusos sexuais por parte do financeiro.
Os Clinton resistiram a intimações anteriores, mas mantêm a posição de apresentar declarações juradas e cooperar com a investigação. A participação de ambos marca uma mudança significativa numa investigação em que muitos envolvidos são apontados como figuras influentes.
Contexto e implicações
A colaboração dos Clinton ocorre num momento em que a comissão busca transparência e responsabilização. Epstein morreu em 2019 numa prisão de Nova Iorque, após ter sido condenado por crimes sexuais, e Maxwell enfrenta acusações relacionadas.
Ambos os Clinton destacaram, em comunicação pública, a importância de esclarecer os factos. O acordo evita um histórico de confrontos entre o Congresso e ex-presidentes, comum em casos de desacato. Não houve indicações de que os depoimentos alterem outras linhas da investigação.
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