- O Irão classificou exércitos da União Europeia como grupos terroristas.
- O número de mortos, segundo ativistas, supera as 3.400, enquanto os protestos entram na 14.ª noite consecutiva.
- Forças de segurança e milícias têm reprimido as manifestações; há relatos de edifícios governamentais em chamas, como em Karaj.
- Os Estados Unidos mantêm em aberto a possibilidade de intervenção militar se Teerão continuar a reprimir os protestos com força letal.
- A Europa discute a veracidade dos números e acusações de bloqueio de comunicações para propagandear a narrativa do regime; manifestantes em várias cidades expressaram descontentamento.
No Irão, a 14.ª noite de protestos continua marcada por confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Segundo activistas, já terão manifestado mais de 3.400 mortos desde o início das manifestações, que tinham como motivações a insatisfação com o regime e a crise económica. O governo mantém o discurso de repressão a atos de desordem.
As autoridades iranianas responsabilizam supostos “terroristas” pela violência, enquanto as forças de segurança e milícias paramilitares voltaram a atuar nas ruas. Nas últimas horas, relatos de testemunhas apontam para patrulhas agressivas e detenções em várias cidades, incluindo Teerão.
Imagens partilhadas online mostram um edifício governamental em chamas em Karaj, na noite de 9 de janeiro de 2026, numa prova de que os protestos continuam a subir de intensidade. A verificação independente de conteúdos da internet tem sido limitada, alimentando preocupações sobre o acesso à informação.
Contexto internacional e retórica oficial
A Administração dos EUA indicou, junto do Conselho de Segurança da ONU, que todas as opções permanecem em cima da mesa caso Teerão persista na utilização de força letal contra os manifestantes. O tema ganha também eco na União Europeia, onde uma eurodeputada destacou a gravidade da repressão e a dificuldade de confirmar números oficiais.
Depois do bloqueio de comunicações, a comunidade internacional tem recebido apenas uma parte das imagens e relatos sobre o que se passa no terreno. Organismos internacionais apelam a salvaguarda de vidas e ao respeito pelos direitos civis.
Desdobramentos nas ruas
Em Teerão e noutras cidades, os manifestantes voltaram a exigir mudanças políticas, improvisando concentrações pacíficas em alguns locais. Em várias cidades europeias, também houve manifestações solidárias com os cidadãos iranianos, reforçando a pressão internacional sobre Teerão.
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