- O aiatolá Ali Khamenei comparou os protestos antigovernamentais de janeiro a um golpe de Estado, afirmando que a tentativa falhou.
- Os acontecimentos envolveram ataques à polícia, instituições governamentais, quartéis da Guarda Revolucionária, bancos, mesquitas e a queima de um Alcorão.
- Khamenei advertiu que a sedição não foi a primeira e pode repetir-se, e acusou os Estados Unidos de querer “recuperar o controlo” do Irão.
- A Guarda Revolucionária indicou que as Forças Armadas estão totalmente preparadas, com planos de ação para enfrentar qualquer hostilidade de inimigos, e monitorizam os movimentos dos EUA.
- As autoridades iranianas citam mais de três mil mortos, enquanto a ONG HRANA aponta seis mil setecentos e treze, incluindo cento e trinta e sete crianças, com investigações sobre milhares de óbitos adicionais.
O líder supremo do Irão, aiatola Ali Khamenei, disse hoje que os protestos antigovernamentais de janeiro, que fizeram milhares de mortos, lembram um golpe de Estado, considerado falhado. O discurso ocorreu em Teerão, durante o 47.º aniversário do regresso de Khomeini.
Khamenei descreveu os manifestantes como tendo atacado a polícia, edifícios governamentais, quartéis da Guarda Revolucionária, bancos, mesquitas e até o Alcorão, alegando que tudo isto constituiu uma tentativa de depor o regime.
O líder iraniano afirmou que a sedição não foi a primeira nem a última, e que incidentes semelhantes poderão repetir-se. Alegou ainda que os Estados Unidos pretendem recuperar o controlo do país, tal como no passado.
O Irão tem sido alvo de condenação internacional e de uma repressão interna significativa desde as manifestações. O balanço oficial aponta milhares de mortos; a HRANA, uma ONG com base nos EUA, aponta 6.713 mortes verificadas e investiga mais de 17.000 casos.
CGRI assegura preparação militar
A Guarda Revolucionária garantiu que as Forças Armadas estão totalmente preparadas, com planos de ação para responder a qualquer hostilidade. O porta-voz, general de brigada Ali Mohammad Naeini, disse que os movimentos dos EUA estão a ser monitorizados.
O subcomandante da Guarda, Ahmad Vahidi, afirmou que a presença de forças americanas na região faz parte de uma operação psicológica para criar clima de guerra, e que o Irão não cairá nessa armadilha.
Os EUA deslocaram uma grande frota ao Golfo Pérsico, liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln, numa leitura de pressão para forçar Teerão a negociar o programa nuclear.
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