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Israel abre passagem de Rafah em Gaza a título experimental

Rafah reaberta a título experimental; 150 podem sair, 50 entrar; custos elevados e burocracia atrasam evacuações médicas de até 20 mil pessoas

Um campo de refugiados, em Khan Younis, foi um dos locais atingidos no sábado pelas bombas israelitas
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  • A passagem de Rafah reabriu este domingo “a título experimental”, permitindo a travessia a pé a partir de segunda-feira, com apenas pessoas; não é permitido atravessar mercadorias.
  • A saída e a entrada vão ser monitorizadas por Israel, Egipto e agentes da fronteira da União Europeia; o número de viajantes pode aumentar se o sistema funcionar.
  • A CNN cita um responsável israelita: até cento e cinquenta palestinianos podem sair por dia, mas apenas cinquenta podem entrar; o custo da passagem pode chegar a milhares de dólares e o processo é burocrático.
  • Em evacuações médicas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que continuam a ser permitidos cinquenta pacientes por dia, cada um com dois familiares.
  • Cerca de vinte mil pessoas, entre crianças e adultos, aguardam cuidados médicos em Gaza; a MSF foi proibida de atuar no enclave e países árabes criticam a estratégia de Israel, pedindo contenção para manter o cessar-fogo.

A passagem de Rafah entre a Faixa de Gaza e o Egipto abriu este domingo, a título experimental, após quase dois anos de encerramento. A comunicação foi anunciada pelo órgão militar israelita responsável pela administração civil, o Cogat, e prepara o terreno para uma operação mais ampla. A travessia a pé deverá estar disponível a partir de segunda-feira, com restrições fortes de mercadorias.

Palestinos poderão atravessar a fronteira, mas a passagem está sujeita a controlo rígido. O fluxo será supervisionado por autoridades israelitas, egípcias e pela patrulha de fronteira da União Europeia. O objetivo declarado é facilitar evacuações médicas, não o comércio de bens.

Segundo informações da CNN, cerca de 150 pessoas poderão sair de Gaza diariamente, mas apenas 50 poderão entrar. O custo do trajeto, descrito por relatos, pode chegar a milhares de dólares, enquanto o processo de aprovação é complexo, criando um obstáculo prático à saída.

A evacuação médica é prioridade anunciada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com autorização para 50 pacientes por dia. Cada paciente poderá viajar com até dois familiares, segundo a Associated Press, citando fonte envolvida em negociações diplomáticas.

No terreno, estima-se que haja cerca de 20 mil crianças e adultos à espera de cuidados médicos, num contexto em que grande parte das infraestruturas de saúde em Gaza está inoperacional. Além disso, várias organizações humanitárias permanecem impedidas de atuar no território.

Zaher al-Wahidi, do Ministério da Saúde de Gaza, afirmou à Associated Press que o ministério ainda não foi notificado pelas autoridades israelitas sobre a abertura para evacuações. A MSF (Médicos Sem Fronteiras) anunciou a expulsão do território, citando críticas à atuação de Israel na guerra e a recusa em entregar registo completo de trabalhadores palestinianos.

Paralelamente, países árabes criticaram Israel por violações do cessar-fogo. Em comunicado conjunto, Paquistão, Egipto, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Qatar reconheceram ações que colocam em risco o processo de paz e os esforços para estabilizar a região.

Os signatários apelaram à contenção para preservar o cessar-fogo e apoiar a segunda fase do plano de paz proposto pelo governo dos EUA. O documento enfatiza a necessidade de cooperação internacional para avançar em termos de segurança e humanitarismo na Gaza.

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