- As autoridades chinesas anunciam que o ministro da Gestão de Emergências, Wang Xiangxi, está a ser investigado por alegadas “graves violações da disciplina e da lei”, com uma revisão disciplinar e uma investigação de supervisão, sem mais detalhes sobre os factos.
- Wang, 63 anos, é ministro e secretário do comité do partido no Ministério de Gestão de Emergências e membro do XX Comité Central do Partido Comunista Chinês.
- A investigação faz parte da campanha anticorrupção impulsionada pelo Presidente Xi Jinping desde 2012, que já afectou altos cargos do partido, do Governo, do Exército e de grandes empresas estatais.
- Noutro caso, o Ministério da Defesa anunciou investigações a Zhang Youxia, 75 anos, vice-presidente primeiro da Comissão Militar Central, e a Liu Zhenli, antigo chefe do Estado-Maior Conjunto, por “graves violações da disciplina e da lei”, alterando a estrutura de comando militar.
- Em 2025, as autoridades indicam terem investigado 115 funcionários de nível provincial, ministerial ou superior, num contexto de reforço do controlo disciplinar que coincide com o XV Plano Quinquenal (2026-2030).
As autoridades chinesas anunciaram que estão a investigar o ministro da Gestão de Emergências, Wang Xiangxi, por alegadas graves violações da disciplina e da lei. A CCDI e a Comissão Nacional de Supervisão informaram que Wang está a ser submetido a uma revisão disciplinar e a uma investigação de supervisão, sem detalhar os factos imputados.
Wang, 63 anos, ocupa o cargo de ministro e é secretário do comité do Partido no Ministério de Gestão de Emergências. É ainda membro do XX Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC).
A operação integra a campanha anticorrupção impulsionada por Xi Jinping desde 2012, que tem alcançado altos cargos do partido, do Governo, do Exército e de estatais. A iniciativa mantém-se como eixo central da gestão de poder na China.
Envolvimento no escalão militar
Num outro caso, o ministério da Defesa anunciou investigações a Zhang Youxia, 75 anos, vice-presidente primeiro da Comissão Militar Central (CMC), e a Liu Zhenli, então chefe do Estado-Maior Conjunto da CMC, por graves violações da disciplina e da lei. Zhang é visto como número dois das Forças Armadas, abaixo do Presidente que lidera a CMC.
As investigações provocaram alterações profundas na estrutura de comando militar: dos sete membros da CMC no final de 2022, permanecem apenas Xi Jinping e Zhang Shengmin, o segundo vice-presidente da campanha anticorrupção no Exército.
Em 2025, as autoridades chinesas reportaram a investigação de 115 funcionários de nível provincial, ministerial ou superior, no âmbito de um reforço do controlo disciplinar coincidente com o XV Plano Quinquenal (2026-2030).
Apesar do impacto visível da campanha anticorrupção, críticos questionam se os processos servem também para afastar adversários políticos, sem conclusões nem opiniões.
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