- O Departamento de Justiça dos EUA libertou ficheiros ligados a Jeffrey Epstein: cerca de cento e oitenta mil imagens, dois mil vídeos e diversos emails, relatórios e registos prisionais, com dados de vítimas removidos ou ocultados.
- Os ficheiros mostram contactos de Epstein com figuras públicas e empresários, incluindo Elon Musk, Richard Branson, Bill Gates, Sarah Ferguson, Peter Mandelson e o príncipe Andrew, com emails sobre encontros, viagens ou apoios financeiros. O DOJ diz que a mera menção não prova crimes.
- Entre documentos sensíveis, surgem itens que voltam a colocar o príncipe Andrew sob escrutínio, incluindo fotos e mensagens sobre encontros com mulheres jovens; ele continua a negar qualquer comportamento ilegal.
- Imagens e mensagens incluem ainda um rascunho de acusação com trinta e dois crimes e detalhes falhas de vigilância no dia da morte de Epstein, em mil e dezenove, alimentando dúvidas sobre o tratamento do caso pelas autoridades.
- Sobre reações, sobreviventes e advogados denunciam traumas e pedem divulgação integral; politicamente, os Democratas acusam o DOJ de reter parte dos documentos, enquanto o DOJ afirma ter concluído o trabalho.
Foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA ficheiros relacionados com Jeffrey Epstein que incluem cerca de 180 mil imagens e dois mil vídeos, além de emails, relatórios internos, documentos judiciais e registos prisionais. As autoridades garantem que dados que poderiam identificar vítimas foram removidos ou ocultados.
Os ficheiros revelam contatos de Epstein com figuras públicas e empresários de grande notoriedade. Em vários casos existem trocas de emails sobre encontros, viagens ou apoios financeiros. O DOJ ressalva que a simples menção nos documentos não prova envolvimento em crimes. Algumas personalidades já responderam, negando irregularidades.
Entre os documentos, há fotografias e mensagens que voltam a colocar sob escrutínio o príncipe Andrew, sugerindo relação próxima com Epstein após a condenação de 2008. Surgem também referências a convites para encontros com mulheres jovens e mensagens após o cumprimento da pena. Andrew mantém a negação de qualquer ilícito.
A divulgação inclui ainda um rascunho de acusação com 32 crimes que chegou a ser preparado contra Epstein, além de detalhes da sua estadia na prisão e falhas de vigilância no dia da morte, em 2019. Segundo a BBC, estes elementos alimentam dúvidas sobre o tratamento do caso pelas autoridades.
Apesar da dimensão da divulgação, sobreviventes criticam o DOJ por expor nomes e imagens de vítimas sem identificar outros envolvidos. Advogados e organizações de defesa descrevem a divulgação como traumatizante e solicitam transparência total e a identificação de cúmplices.
Annie Farmer, sobrevivente, afirma que o processo de libertação coloca novamente as vítimas em risco. Em conjunto, várias sobreviventes classificam a situação como uma falha do sistema que deveria proteger as vítimas e responsabilizar abusadores.
Elon Musk
Os documentos indicam trocas de email em 2012-2013 sobre uma possível visita à ilha de Epstein. Musk mencionou ir apenas com a ex-mulher, Talulah Riley, e questionou o dia de uma festa na ilha. Epstein sugeriu que a presença de Talulah poderia ser desconfortável; Musk respondeu que a proporção não é problema para Talulah. O empresário não visitou a ilha por razões logísticas, e publicamente afirmou ter tido pouca correspondência com Epstein.
Richard Branson
Um email de 2013 mostra Branson dizendo que, quando estiver na área, gostaria de ver Epstein e fazer referência a um grupo. Epstein agradeceu pela hospitalidade recente e pelos conselhos de relações públicas. A Virgin afirmou que o termo usado dizia respeito a membros adultos da equipa de Epstein e que Branson teve apenas contactos esporádicos em eventos de caridade, há mais de uma década.
Bill Gates
Entre os ficheiros surgem alegações sobre Gates, incluindo uma alegação de infeção sexual e pedidos de assistência médica, sem confirmação de envio dos emails. Gates respondeu que as acusações eram falsas e tentativas de difamação. Não há evidências de comportamento impróprio por parte de Gates nos documentos.
Sarah Ferguson
Emails de 2009 sugerem uma relação próxima com Epstein, descrevendo-o como o “irmão que sempre desejei ter” e pedindo ajuda financeira para rendas. Epstein ajudou financeiramente durante 15 anos. Mensagens depreegatórias sobre Ferguson também aparecem, sugerindo manipulação por parte de Epstein. Não há indícios de crime por parte de Ferguson.
Peter Mandelson
Emails de 2009 mostram Mandelson a pedir estadia na propriedade de Epstein em Nova Iorque durante um fim de semana, quando Epstein cumpria parte da pena. Mandelson afirmou à BBC que manteve relação clara com Epstein e que não observou crimes, alegando que caíra em mentiras.
Príncipe Andrew
Os ficheiros incluem fotografias em que Andrew aparece ajoelhado sobre uma mulher, bem como emails convidando-o para jantar com uma mulher russa de 26 anos. Alguns emails são de 2010, depois da condenação de Epstein. Andrew tem negado envolvimento em crimes e afirma não ter testemunhado ou suspeitado de irregularidades. As novas imagens reforçam o escrutínio público sobre a sua relação com Epstein.
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