- Domingos Simões Pereira foi libertado da prisão e está na sua residência no bairro de Luanda, em Bissau, sob vigilancia de militares.
- A saída da Segunda Esquadra de Bissau para casa foi acompanhada pelo ministro da Defesa do Senegal, general Birame Diop.
- O ministro sénegalês participa, a título de enviado especial do presidente do Senegal, no grupo de chefes de Estado da CEDEAO que acompanha a crise guineense.
- A polícia e as forças militares impedem o acesso de pessoas à via que dá à residência, mantendo o local sob controlo.
- O grupo PAIGC pediu que Simões Pereira não dirija o partido em prisão domiciliária e defendeu a criação de uma direção de transição até ao congresso.
Domingos Simões Pereira foi libertado da detenção por militares e está já na sua residência em Luanda, nos arredores de Bissau. A saída da segunda esquadra ocorreu a pedido de autoridades senegalesas, segundo famílias citadas pela Lusa.
O opositor, líder do PAIGC, estava detido há mais de 60 dias. O ministro da Defesa do Senegal, general Birame Diop, acompanhou a transferência para a casa, onde permanece vigiado por militares, conforme as mesmas fontes familiares.
A saída ocorreu no âmbito de perspetivas de diálogo para a crise política guineense, com o Senegal a acompanhar o processo enquanto membro da CEDEAO. O visitação pública está restringida na área em torno da residência.
PAIGC e liderança em transição
Dirigentes do PAIGC afirmaram que Simões Pereira não pode conduzir o partido em prisão domiciliária, defendendo uma direção de transição até ao congresso previsto para novembro. O grupo pediu maior participação na solução política.
A CEDEAO tem acompanhado o cenário guineense após o golpe de 26 de novembro de 2025, quando os militares depuseram o Presidente Umaro Sissoco Embaló e anunciaram novas eleições para 6 de dezembro.
Fernando Dias da Costa, que reclama vitória nas presidenciais, permanece exilado na embaixada da Nigéria. O ministro Birame Diop mencionou tratar da sua mudança para a residência.
A cobertura jornalística na Guiné-Bissau tem sido assegurada a partir de Portugal por meio da agência Lusa, com acesso limitado aos acontecimentos presenciais devido a restrições vigentes na cidade.
Entre na conversa da comunidade