- missa fúnebre no pavilhão Carolina Marín, em Huelva, para as vítimas do acidente de Adamuz: 45 mortos e 18 hospitalizados; cerca de 5000 pessoas presentes.
- os reis de Espanha, Felipe Sexto e Letícia, assistiram à cerimónia, que foi presidida pelo bispo de Huelva, Santiago Gómez Sierra.
- Liliana Sáenz arrancou a maior ovação, falando em nome das vítimas, numa cerimónia marcada pela liturgia e orações.
- o local foi alterado da catedral para acolher mais pessoas, mantendo imagens religiosas como a Virgem da Cinta e um crucifixo venerado pelo Papa João Paulo II.
- participaram na ocasião familiares das vítimas, a vice-presidente do governo, Maria Jesus Montero, e ministros, enquanto Pedro Sánchez e o ministro dos Transportes estavam ausentes; permanece pendente a homenagem de Estado prevista.
Os reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, participaram hoje numa missa fúnebre em Huelva, em memória das vítimas do acidente ferroviário de Adamuz. O evento realizou-se no pavilhão Carolina Marín e contou com milhares de participantes. A cerimónia foi marcada pela presença do público, famílias e autoridades.
A colisão ocorreu em janeiro, envolvendo dois comboios. Ao todo morreram 45 pessoas e 18 ficaram hospitalizadas. Cerca de 5000 pessoas testemunharam a missa no pavilhão, onde se preservou o luto e a memória das vítimas.
O bispo de Huelva, Santiago Gómez Sierra, presidiu a cerimónia, com uma liturgia centrada na dor das famílias e nas orações. Familiares das vítimas estiveram na primeira fila, ao lado de representantes do governo central e regional.
Entre os familiares, Liliana Sáenz recebeu a maior ovação ao falar em nome das famílias. Ela perdeu a mãe no acidente e descreveu o momento como uma paragem de relógios às 19h45, com palavras de gratidão à comunidade de Adamuz.
Apesar de a Catedral ter sido inicialmente apontada como local da missa, o formato ampliado do evento levou à mudança para o pavilhão, facilitando a participação de mais pessoas. A cerimónia manteve o cariz religioso, com imagens e símbolos da devoção mariana.
Foram destacadas também a presença da primeira vice-presidente do governo, Maria Jesús Montero, e de ministros de várias áreas, incluindo Terra e Pescas. O presidente da Junta da Andaluzia acompanhou as delegações, com o apoio de figuras políticas nacionais.
Entre os ausentes, destaca-se a ausência do presidente do governo, Pedro Sánchez, e do ministro dos Transportes, Óscar Puente, que deverá apresentar ao Senado as informações sobre as causas do acidente.
A homenagem de Estado, acordada entre o governo e a Junta, ainda não tem data marcada e permanece indisponível, dada a indisponibilidade de algumas famílias. Outras missas fúnebres decorrem em cidades como Sevilha e Madrid.
Entre na conversa da comunidade