- O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que é claramente tempo para a ONU ter uma mulher na liderança.
- Disse que não compete a ele escolher, pois não vota, mas reforçou a possibilidade de ver mulheres nos cargos de maior poder no mundo.
- Destacou que a paridade de género já é uma realidade entre os altos quadros da organização, mas que ainda falta em cargos de liderança globais.
- Vários nomes já são conhecidos informalmente, incluindo Michelle Bachelet, Rafael Grossi e Rebeca Grynspan, com a América Latina a reclamar a vaga nesta vez.
- O processo envolve recomendação do Conselho de Segurança da ONU e eleição pela Assembleia-Geral para um mandato de cinco anos, renovável por mais um; Guterres assumeu em 2017 e o mandato atual termina no final de 2026.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu que já é tempo de a Organização das Nações Unidas ter uma mulher na liderança, bem como as maiores potências mundiais. A declaração foi feita numa conferência de imprensa em Nova Iorque.
Guterres explicou que não tem voto na decisão, mas reiterou a importância de ver uma mulher no topo da ONU e em cargos decisivos de outras potências. O objetivo é ampliar a representatividade em posições de poder.
O antigo primeiro-ministro de Portugal destacou ainda que a ONU tem alcançado paridade de género entre os quadros superiores, mas reconheceu que há muito a fazer no que toca a posições de responsabilidade mundial. A liderança permanece sem mulher.
Candidatos em evidência
Vários nomes já circulam informalmente para suceder Guterres, incluindo Michelle Bachelet, Rafael Grossi e Rebeca Grynspan. A eventual eleição recai sobre o Conselho de Segurança, com a Assembleia-Geral a confirmar o mandato de cinco anos, renovável.
A rotação geográfica, nem sempre observe, coloca a América Latina como região candidata nesta ocasião. O atual secretário-geral tomou posse em 2017 e está no segundo mandato, previsto terminar no final de 2026.
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