- Países Baixos deverão formar governo minoritário entre três partidos: D66, democratas-cristãos conservadores (CDA) e o Partido Popular pela Liberdade e Democracia (VVD), com 66 assentos em 150 na câmara baixa.
- O acordo entre as alianças foi alcançado após três meses de negociações e deverá ser formalizado na sexta-feira, com a tomada de posse prevista para meados de fevereiro.
- Rob Jetten, o provável primeiro-ministro aos 38 anos, indicou que o programa incluirá investimentos significativos em defesa e na Holanda.
- O PVV de Geert Wilders fica de fora da coligação, que passa a enfrentar o maior grupo de oposição, principalmente GroenLinks/PvdA, que promete agir de forma responsável.
- Detalhes do programa serão divulgados na sexta-feira, após o acordo ser apresentado; a coligação não tem maioria nem no Parlamento nem no Senado, exigindo negociações caso a caso com a oposição.
Após três meses de negociações, três partidos holandeses chegaram a um acordo para formar um governo minoritário. A novidade é rara na história política dos Países Baixos.
O executivo deverá tomar posse até meados de fevereiro, conforme a imprensa internacional. O acordo será formalmente apresentado na sexta-feira, quando os detalhes forem tornados públicos.
A coligação envolve o D66, o VVD e os democratas-cristãos conservadores, reunindo 66 dos 150 lugares da Câmara Baixa. O PVV, de Geert Wilders, fica de fora.
Perspectivas da coligação
Rob Jetten, de 38 anos, é apontado como provável primeiro-ministro, o que o tornaria o mais jovem da história do país. O programa deverá incluir investimentos significativos em defesa e na Holanda.
Entre os objetivos citados, constam maior segurança internacional e interna, habitação acessível, controlo da migração e investimento na nova economia. O governo minoritário deverá negociar com a oposição para aprovar medidas.
A GroenLinks/PvdA, maior força de oposição, afirma que pretende uma oposição responsável e aberta a acordos pontuais, sobretudo em questões ambientais e de habitação. Linhas vermelhas incluem carga fiscal, financiamento da saúde e flexibilização laboral.
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