- O governo de França prepara-se para proibir o uso de Google Meet, Microsoft Teams e Zoom entre funcionários públicos.
- A videochamada passará a ocorrer via Visio, desenvolvido com a infraestrutura da empresa francesa Outscale.
- A transição deve ficar concluída até 2027, com o anúncio oficial a sair nos próximos dias.
- O Visio já é utilizado por cerca de 40 mil funcionários públicos e deverá chegar a 250 mil utilizadores no futuro, com monitorização da mudança pela administração.
- O objetivo central é reforçar a soberania tecnológica europeia, conforme defendido por Emmanuel Macron, e reduzir dependências de soluções não europeias.
O governo de França planeia proibir o uso de Google Meet, Microsoft Teams e Zoom entre os seus funcionários públicos. A transição para a plataforma Visio está em curso, com a infraestrutura criada pela empresa francesa Outscale. O objetivo é concluir a mudança até 2027.
Funcionários públicos passarão a realizar videoconferências através do Visio, já utilizado por cerca de 40 mil trabalhadores. A meta é expandir para até 250 mil utilizadores e, nos próximos meses, bloquear as outras ferramentas na rede estatal.
Mudança tecnológica europeia em foco
Um porta-voz do governo afirmou ao Politico que a França está a preparar a substituição das soluções norte-americanas por uma plataforma europeia. A medida surge na sequência de declarações do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, sobre a soberania digital.
Macron argumentou que a Europa não pode ser vassalo tecnológico dos EUA ou da China. Pediu preferências por soluções europeias e enfatizou a necessidade de investimento para desenvolver capacidades próprias, visando reduzir dependências.
Contexto político e dados já disponíveis
O presidente destacou que a Europa deve reduzir dependências em toda a cadeia de valor, incluindo cloud, dados e software. O relatório aponta que a transição está a ser monitorizada com planos de reforçar a adesão interna e de adaptar a infraestrutura pública às novas regras.
Referências indicam que a iniciativa visa facilitar o uso de soluções nacionais e reforçar a soberania tecnológica, alinhando-se com medidas já discutidas por outros líderes europeus para simplificar regulamentação e apoiar campeões tecnológicos locais.
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