- O Relógio do Juízo Final está a 85 segundos da meia-noite, quatro segundos mais perto do que no ano anterior.
- O símbolo representa a proximidade de a humanidade enfrentar catástrofes, com especial foco em armas nucleares, alterações climáticas e desinformação.
- A atualização foi anunciada por um conselho que inclui oito laureados com o Prémio Nobel.
- O conselho alerta para a quebra de entendimentos globais, uma corrida de grandes potências e riscos de guerra nuclear, mudanças climáticas e uso potencial da biotecnologia e da inteligência artificial.
- Entre os factores: o expirar do tratado START entre os EUA e a Rússia na próxima semana e a defesa antimíssil em desenvolvimento, bem como emissões recordes de CO₂ após mudanças nas políticas climáticas.
O Relógio do Juízo Final aproximou-se da meia-noite para 85 segundos, quatro segundos mais perto do que no ano passado. A instituição que o criou, o Boletim dos Cientistas Atómicos, divulgou a atualização hoje, destacando fatores ligados a armas nucleares, alterações climáticas e desinformação.
O anúncio aponta que as tensões entre grandes potências, nomeadamente EUA, Rússia e China, aumentaram a agressividade e o nacionalismo. O objetivo é refletir riscos globais de guerras, mudanças climáticas, uso indevido de biotecnologia e avanços em inteligência artificial.
Segundo o conselho que assessora o relógio, o colapso de entendimentos internacionais duramente arranjados acelera a competição entre potências e favorece uma corrida armamentista. O texto menciona a expiração do tratado START e propostas de defesa antimísseis.
Entre os impactos, o boletim cita emissões recordes de CO2 após retrocessos na luta climática e o papel de técnicas de comunicação que disseminam informações falsas. O relatório reforça a quebra de confiança entre nações e nações/eleitores.
O Relógio do Juízo Final foi criado no pós-guerra por cientistas como Einstein e Oppenheimer. Em 1947, ficou a sete minutos da meia-noite; no ano passado aproximou-se um segundo, com esperanças de paz durante o segundo mandato de Trump.
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