- María Corina Machado afirma querer regressar à Venezuela para ajudar na transição democrática, comparando-a à queda do Muro de Berlim.
- Em entrevista ao The Post, a líder da oposição diz que precisa de estar lá e que pretende contribuir para uma Venezuela democrática; aponta que o mandato de 2029 de Donald Trump terá o seu próprio “momento do Muro de Berlim”.
- A dirigente sustenta que, se as Américas ficarem livres do comunismo, da ditadura e do narcoterrorismo, será um marco histórico semelhante ao da queda do Muro de Berlim.
- Sobre a detenção de Nicolás Maduro, descreve a atuação de Trump como histórica, por desmantelar uma estrutura criminosa que ameaça todo o hemisfério ocidental.
- Machado revelou ter entregue a medalha do Prémio Nobel da Paz a Donald Trump, numa audiência na Casa Branca, alegando que o Nobel não pode ser transferido.
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Nobel da Paz, afirmou desejar regressar em breve à Venezuela para ajudar na instauração da democracia, comparando o momento histórico à queda do Muro de Berlim. A entrevista foi publicada pelo The Post na sexta-feira passada.
Machado revela querer retornar o mais depressa possível ao país. A exilada, que se manteve escondida durante o governo de Nicolás Maduro, pretende colaborar na construção de uma Venezuela democrática, sinalizando que o regresso está ligado a avanços no processo político do país.
Ela sugeriu que a saída de Maduro e a captura de líderes do regime representam passos decisivos para desmantelar estruturas consideradas criminosas na região. A líder da oposição enfatizou ainda a importância de o povo venezuelano assumir a sua autodeterminação de forma rápida e sustentável.
Transição democrática e envolvimento internacional
Machado manteve várias reuniões com legisladores e dirigentes em Washington DC, como parte do apoio internacional ao esforço de transição. Sem apresentar prazos, garantiu que voltará à Venezuela quando for viável para acompanhar o desfecho do processo político.
Durante a entrevista, a noticia destacou a posição da exilada sobre a visão de futuro: a Venezuela pode alcançar prosperidade econômica e estabilidade regional ao rejeitar o comunismo, a ditadura e o narcoterrorismo, segundo a sua leitura histórica.
Nobel da Paz e encontro com Donald Trump
A dirigente venezuelana informou ter entregue a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump, após encontro na Casa Branca. O gesto ocorreu numa contexto de visitas e de avaliações sobre o papel dos EUA na região, incluindo operações que levaram à captura de Maduro.
Horas antes, o Comité Nobel Norueguês reiterou que a medalha não pode ser transferida nem partilhada, reforçando a fronteira entre o reconhecimento institucional e as decisões pessoais da exilada.
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