- O secretário-geral da ONU, António Guterres, celebrou a atribuição da nacionalidade portuguesa a descendentes de judeus expulsos no século XVI, numa cerimônia na Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque.
- Em 1996 Guterres, então primeiro-ministro, promoveu a revogação parlamentar da carta de expulsão de judeus por Manuel I; a norma de 2013, alterada depois, permitia a nacionalidade por naturalização aos descendentes sefarditas.
- O líder disse estar feliz por ver dezenas de milhares de descendentes recuperarem a nacionalidade portuguesa, descrevendo o passo como simbólico.
- Destacou a importância de reconhecer o remorso histórico, combater o antissemitismo e educar as novas gerações para um futuro mais inclusivo.
- A cerimônia na ONU ocorreu no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e contou com depoimentos de sobreviventes e de representantes de Israel e dos Estados Unidos.
Numa cerimónia da Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque, António Guterres celebrou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e relembrou o papel de Portugal na proteção de judeus expulsos no século XVI. O secretário-geral destacou a ligação entre memória, justiça e direitos humanos.
Guterres recordou a expulsão dos judeus ordenada pelo rei Manuel I e destacou a revogação dessa medida, em 1996, com o envolvimento do Parlamento português durante o seu mandato como primeiro-ministro. A cerimónia contou com sobreviventes e familiares presentes na Sala das Nações Unidas.
O secretário-geral afirmou sentir-se feliz por ver dezenas de milhares de descendentes destas comunidades a recuperar a nacionalidade portuguesa, descrevendo o movimento como um passo simbólico no reconhecimento histórico. O discurso reforçou o compromisso com a dignidade humana.
Contexto histórico
Guterres referiu uma norma de 2013, alterada posteriormente, que permite a naturalização de descendentes de judeus sefarditas expulsos. O líder da ONU também destacou a relação entre os horrores do Holocausto e o multilateralismo que formou a ONU.
Mensagens de combate ao antissemitismo
O secretário-geral alertou para o perigo de negar o passado e defendeu a necessidade de educar as novas gerações, enfrentar o antissemitismo e todas as formas de ódio. Reiterou que indivíduos, inclusive os mais poderosos, devem ser responsabilizados.
A sede da ONU, que celebra o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realizou a cerimónia no salão da Assembleia-Geral, com depoimentos de sobreviventes e discursos oficiais de autoridades e representantes de Israel e dos EUA.
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