- Circulou nas redes sociais uma imagem que alegadamente mostra Cilia Flores, mulher do Presidente deposto da Venezuela, com hematomas no rosto durante o julgamento em Nova Iorque; autoridades classificaram a imagem como falsa.
- Cilia Flores e Nicolás Maduro foram detidos a 3 de janeiro numa operação norte-americana e trazidos para os Estados Unidos para enfrentar acusações relacionadas com narcotráfico e terrorismo; o julgamento ocorreu no Tribunal de Manhattan a 5 de janeiro, onde ambos se declararam inocentes.
- Ambos permanecem em prisão preventiva e têm nova audiência marcada para 17 de março.
- Vídeos de meios de comunicação e ilustrações usadas em cobertura indicam que Flores esteve com curativos na testa, mas não aparecem hematomas visíveis na imagem em circulação.
- O advogado de Flores afirmou que a cliente sofreu ferimentos graves durante o rapto pelas forças norte-americanas; a imagem em circulação não corresponde às imagens divulgadas pelos media nem às ilustrações do julgamento.
Do que se sabe até agora, circula nas redes sociais uma imagem que alegadamente mostra Cilia Flores, esposa do presidente venezuelano deposto, em tribunal em Nova Iorque com hematomas no rosto. A notícia envolve Flores e Nicolás Maduro numa ação de justiça relacionada com narcotráfico e terrorismo. A detenção ocorreu a 3 de janeiro numa operação militar norte-americana no território venezuelano, com apresentação a tribunal de Manhattan a 5 de janeiro. Ambos prosseguem custódia e têm nova audiência marcada para 17 de março.
Observadores indicam que as imagens originais da audiência não mostram sinais de hematomas. Registos de transporte e cobertura mediática durante o julgamento mostram Flores com curativos na região da testa em alguns momentos, mas sem confirmar ferimentos graves no rosto. As imagens de ilustrações e de artistas, divulgadas por agências, não correspondem a uma fotografia real da sessão.
A imagem viralizada não corresponde às imagens captadas durante o transporte nem às ilustrações em tribunal. Em declarações de defesa, citadas pela imprensa, surge a menção de ferimentos, mas não há confirmação de hematomas no rosto pela própria imagem que circula. O conteúdo tem sido alvo de verificações por organizações independentes.
Verificação de facto
As autoridades de checagem apontam que o conteúdo é falso ou impreciso, não refletindo com exatidão o momento do julgamento. Em publicações de referência, não há evidências de hematomas visíveis na foto real da audiência. A difusão de imagens não verídicas pode induzir a confusões sobre o estado de saúde da acusada.
Contexto e gestão de informação
As imagens oficiais e as reportagens utilizadas por meios internacionais indicam que Flores esteve em tribunal em Nova Iorque a 5 de janeiro, sob acusação ligada a crimes de narcotráfico e terrorismo. A defesa mantém a posição de inocência, enquanto o caso prossegue com nova audiência marcada para março.
Entre na conversa da comunidade