- EUA, França, Reino Unido e Alemanha alertaram para um “vazio de segurança” que possa beneficiar o Daesh, apelando ao Governo sírio e às forças curdas para evitarem esse cenário nos centros de detenção do grupo.
- O grupo disse que vão convocar, o mais rápido possível, uma reunião da Coligação Internacional contra o Estado Islâmico para discutir as medidas.
- Os quatro países exortaram as partes em conflito a chegarem a um cessar-fogo permanente e a negociarem a inclusão pacífica do nordeste da Síria num estado sírio unificado e soberano.
- O aumento de riscos nos campos e prisões no nordeste, com milhares de jihadistas e familiares desde 2019, levou os EUA a transferirem prisioneiros para o Iraque, com planos de até sete mil suspeitos.
- A ofensiva recente permitiu retomar território anteriormente controlado pela coligação das Forças Democráticas Sírias, gerando incertezas sobre a segurança e a governança na região.
Os Estados Unidos, França, Reino Unido e Alemanha emitiram hoje uma declaração conjunta dirigida ao Governo sírio e às forças curdas, alertando para um possível vazio de segurança que poderia favorecer o Estado Islâmico. O objetivo é manter e concentrar esforços na luta contra o Daesh e evitar lacunas em centros de detenção ligados ao grupo.
Os ministros e representantes dos quatro países anunciaram que vão convocar o mais rapidamente possível uma reunião da Coligação Internacional contra o Estado Islâmico. O encontro visa coordenar ações para evitar fugas e o ressurgimento do grupo na região nordeste da Síria.
Na declaração, as delegações apelam a um cessar-fogo permanente e a negociações urgentes para uma integração pacífica do nordeste sírio num Estado sírio unificado, que respeite os direitos de todos os cidadãos. As partes devem, portanto, trabalhar para uma solução duradoura.
A ofensiva atual, conduzida pelo Governo de Damasco com seus aliados, tem posto em dúvida a segurança de campos e prisões no nordeste, onde permanecem milhares de jihadistas do Daesh e famílias desde 2019. Os Estados Unidos já estão a transferir prisioneiros para o Iraque para minimizar riscos.
O grupo extremista recuperou força desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, com o Governo de transição em Damasco. A comunidade internacional apoia Ahmad al-Sharaa, antigo jihadista, que integra a coligação contra o Daesh.
Ataques aéreos conjuntos de EUA, França e Reino Unido foram realizados recentemente para impedir o ressurgimento do Daesh, que controlou partes de Síria e Iraque na década anterior. O objetivo é impedir que o grupo se reorganize na região.
No fim de semana, Damasco e as FDS prolongaram por 15 dias um cessar-fogo, apesar de acusações mútuas de violações. A transferência de áreas sob controlo das FDS para autoridades de Damasco e a integração de dirigentes foram temas centrais do debate.
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