- António Costa mostrou, orgulhosamente, o seu passaporte indiano durante a conferência de imprensa com Ursula von der der Leyen e Narendra Modi, no final da cimeira UE‑Índia.
- O momento ocorreu no contexto de Costa dizer que é presidente do Conselho Europeu e também cidadão indiano, destacando ligações a Goa.
- A cimeira marcou a conclusão, após dezoito anos, do maior acordo comercial entre a União Europeia e a Índia.
- O acordo cria um mercado sem barreiras para cerca de dois mil milhões de pessoas e amplia cooperação em investimentos, indicações geográficas e áreas estratégicas.
- A UE e a Índia já tinham iniciado negociações comerciais em dois mil e sete, com retomação em dois mil e vinte e dois, incluindo uma parceria de segurança e defesa e possibilidades de integração em Horizonte Europa.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, surpreendeu ao exibir publicamente o passaporte indiano durante a conferência de imprensa conjunta com Ursula von der Leyen e Narendra Modi, marcando o encerramento da 16.ª cimeira UE-Índia. O gesto ocorreu em Nova Deli, no contexto da assinatura de um acordo histórico entre as duas partes.
Costa, apelidado pela imprensa indiana de “Ghandi de Lisboa”, afirmou ser cidadão indiano, destacando as suas raízes em Goa. Relembrou ainda a cimeira do Porto, em 2021, que, segundo ele, relançou as negociações comerciais entre a UE e a Índia.
Von der Leyen anunciou, na mesma sessão, a conclusão, após 18 anos, das negociações para o maior acordo comercial entre as duas regiões. O objetivo é abrir um mercado conjunto para cerca de 2 mil milhões de pessoas.
UE e Índia concluem o maior acordo comercial
A presidente da Comissão Europeia destacou que o acordo comercial encerra décadas de negociações que começaram em 2007 e foram retomadas em 2022. A iniciativa visa eliminar barreiras comerciais, reforçando laços económicos entre as duas regiões.
Segundo Von der Leyen, a iniciativa representa um marco para a relação UE-Índia, com potencial para beneficiar as duas economias grandes, a Índia e a UE. O acordo aborda também temas de investimentos e indicações geográficas.
A UE continua a ser o principal parceiro comercial da Índia, que é a segunda maior origem de exportações indianas. O bloco europeu pretende manter a posição perante a concorrência de China e Estados Unidos.
Cooperação e áreas futuras
Foi lançada ainda a primeira parceria de segurança e defesa entre as partes, com foco em segurança marítima, cibersegurança, espaço, contraterrorismo e indústria de defesa. Avançaram-se também planos para cooperação em tecnologias emergentes e inovação.
Explicitaram-se contactos exploratórios para uma eventual participação da Índia no programa Horizonte Europa, alinhando-se com objetivos de investigação e desenvolvimento na região. O acordo comercial é considerado um marco estratégico para ambos.
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