- O Partido Popular espanhol pediu a demissão imediata do Ministro dos Transportes, Óscar Puente, por alegada mentira sobre a tragédia ferroviária de Adamuz, que causou 45 mortes na semana passada.
- Puente afirmou repetidamente que a via onde ocorreu o acidente tinha sido completamente renovada em 2025.
- O diário El Mundo revelou que a soldadura que pode ter provocado o descarrilamento ligava um carril moderno, instalado nas obras do ano passado, a um carril antigo, fabricado em 1989 e colocado desde 1992.
- A divulgação aponta para informação omitida e para uma possível distorção dos fatos por parte do ministro.
- O secretário-geral do PP, Miguel Tellado, afirmou que Puente enganou o público e ocultou informações às famílias das vítimas.
O Partido Popular (PP) acusou o Ministro dos Transportes, Óscar Puente, de mentir sobre a tragédia ferroviária ocorrida em Adamuz, na Espanha, na semana passada, que provocou 45 mortos. O PP exige a demissão imediata do governante devido à alegada ocultação de informações relevantes às famílias das vítimas.
Puente sustentou ao longo da semana que a via onde ocorreu o descarrilamento tinha sido completamente renovada em 2025. A afirmação contrasta com um relatório do jornal El Mundo, divulgado neste fim de semana, que aponta uma soldadura quebrou a ligação entre um carril moderno, instalado nas obras do ano passado, e um carril antigo, fabricado em 1989 e colocado desde a inauguração da via em 1992.
O acidente ocorreu na região de Adamuz, numa linha ferroviária que vinha sendo alvo de obras recentemente. A diferença entre as peças da via sugere que a renovação não esteve completamente concluída, segundo a investigação publicada pelo El Mundo, o que aumenta a controvérsia sobre as informações partilhadas publicamente pelo governo.
Investigação e desdobramentos
A peça que falha liga um carril moderno a um carril antigo, segundo a revelação, contrariando a narrativa de renovação total anunciada pelo Ministério. A dissociação entre as peças pode ter influenciado o desencadeamento do descarrilamento, segundo a leitura inicial de especialistas citados pelo jornal.
Miguel Tellado, secretário-geral do PP, considera inadmissível o que descreve como engano público e afirma que as famílias exigem esclarecimentos. O partido mantém a pressão pela responsabilização política e pela abertura de uma investigação independente para apurar as informações divulgadas pelo governo.
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