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Lula pede a Trump cooperação no combate ao crime organizado

Lula pede a Trump cooperação reforçada contra crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro, congelamento de ativos e intercâmbio de dados financeiros

Lula da Silva durante uma visita oficial
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  • Lula pediu a Donald Trump cooperação contra o crime organizado, numa chamada de cerca de cinquenta minutos, reiterando a proposta já enviada ao Departamento de Estado em dezembro.
  • O foco inclui o reforço da cooperação na repressão à lavagem de dinheiro, ao tráfico de armas, ao congelamento de ativos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras.
  • O Palácio do Planalto afirma que a proposta foi bem recebida pelo Presidente dos Estados Unidos; os dois líderes já tinham abordado o tema em dezembro.
  • O Governo brasileiro identificou mais de uma dezena de fundos nos EUA usados para lavar dinheiro do crime organizado no Brasil; cerca de 15 fundos em Delaware teriam servido para remeter dinheiro ao Brasil como investimento direto estrangeiro.
  • Além de Gaza e Venezuela, a conversa também tratou de indicadores económicos; foi anunciada a realização de uma visita de Lula a Washington após as viagens do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, data a definir.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu a Donald Trump, presidente dos EUA, para fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado. A conversa ocorreu por telefone na segunda-feira e durou cerca de 50 minutos, segundo o Palácio do Planalto.

Lula reiterou uma proposta enviada ao Departamento de Estado em dezembro, para intensificar a repressão à lavagem de dinheiro, ao tráfico de armas, ao congelamento de ativos e ao intercâmbio de dados sobre transações financeiras entre os dois países. A ideia recebeu sinal verde de Washington, de acordo com a Presidência brasileira.

O governo brasileiro já havia divulgado, em dezembro, que identificou mais de uma dezena de fundos norte-americanos envolvidos na lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado no Brasil. Cerca de 15 fundos em Delaware teriam servido para remeter recursos para o Brasil como investimento externo indireto.

Na chamada, além de temas de cooperação, foram discutidos assuntos globais como Gaza e Venezuela, bem como indicadores econômicos de Brasil e Estados Unidos, apontando perspectivas positivas para as duas economias.

O Planalto informou que Lula e Trump destacaram o bom relacionamento entre os países e acordaram a realização de uma visita de Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro, em data a ser definida.

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