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Desinformação marcou as eleições de 2025 e deixou danos de longo prazo

A desinformação marcou eleições de 2025, com campanhas estrangeiras e redes sociais a amplificarem-nas, deixando danos a longo prazo à confiança institucional

As redes sociais "amplificaram significativamente" as campanhas de desinformação
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  • A desinformação e a interferência estrangeira marcaram as eleições de 2025, deixando danos de longo prazo, segundo a EU DisinfoLab.
  • Houve atividade de desinformação em quase todos os contextos eleitorais analisados, com componente de interferência de informação estrangeira, sobretudo na Polónia, Alemanha, Moldávia e República Checa.
  • A Moldávia teve escala particularmente preocupante; o cenário mais grave continua a ser a Roménia, onde já houve eleições anuladas em 2024 por influência externa, embora isso não se repetisse em 2025.
  • Campanhas pró-Kremlin transitaram durante as eleições, com as redes sociais a amplificarem-nas e alegadamente sem mitigação suficiente nem cumprimento eficaz do Regulamento dos Serviços Digitais.
  • O dano mais profundo é a erosão gradual da confiança nas instituições democráticas, ainda que o impacto direto nos processos eleitorais tenha sido limitado.

A desinformação e a interferência estrangeira marcaram o ano eleitoral de 2025, sem provocar rupturas diretas nos escrutínios, mas deixando danos de longo prazo. Em vários contextos, houve atividade de desinformação associada a movimentos de interferência de informação estrangeira.

Entre os casos identificados, destacam-se eleições na Polónia, Alemanha, Moldávia e República Checa, com padrões de campanhas direcionadas a partidos, políticas e instituições. Em Moldávia, a escala foi particularmente preocupante, embora a Roménia tenha dominado a percepção de risco.

Apesar de campanhas repetidas e bem documentadas, o impacto direto foi limitado, com poucos efeitos perceptíveis na perturbação de processos eleitorais. A ameaça, porém, permanece e não deve desaparecer com facilidade, alerta a pesquisadora.

Um sinal identificado foi a circulação contínua de campanhas pró-Kremlin durante as eleições, o que indica falhas na aplicação da lei. As plataformas digitais tiveram papel central ao amplificar estas campanhas, frequentemente sem mitigação eficaz.

O cumprimento das obrigações previstas no Regulamento dos Serviços Digitais (DSA) foi considerado insuficiente na prática, dizem as análises. Evitar uma crise aguda não resolve o problema subjacente de confiança institucional.

Raquel Miguel, investigadora da EU DisinfoLab, lembra que o dano mais profundo pode ser a erosão gradual da confiança nas instituições democráticas. A organização, sediada em Bruxelas, reúne conhecimento sobre desinformação na Europa para apoiar a comunidade.

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