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Zelensky solicita mais munições antiaéreas para enfrentar ataques russos

Zelensky apela a mais mísseis para defesa antiaérea, após ataques russos deixarem Kiev às escuras e no frio no pico do inverno

Zelensky pede mais munições antiaéreas para enfrentar ataques russos
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  • Zelensky pediu mais meios de defesa antiaérea aos aliados, citando ataques russos que deixaram Kiev sem electricidade e aquecimento no pico do inverno.
  • Nesta semana, os russos teriam lançado mais de 1.700 drones de ataque, mais de 1.380 bombas aéreas guiadas e 69 mísseis de vários tipos, segundo o Presidente ucraniano ao chegar a Vilnius.
  • Zelensky afirmou que são necessários mísseis para sistemas antiaéreos todos os dias e que trabalha com os Estados Unidos e a Europa para melhorar a proteção.
  • Kiev tem sido alvo de bombardeamentos que atingem a rede elétrica; o Estado de emergência no setor de energia foi decretado e 1.676 edifícios ficaram sem aquecimento após o ataque de sábado.
  • Paralelamente, terminou em Abu Dhabi o primeiro ciclo de negociações diretas entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos sobre o plano norte-americano para o conflito; Zelensky chamou as conversas construtivas e prevê novos encontros.

Volodymyr Zelensky pediu hoje aos aliados mais meios de defesa antiaérea, em resposta aos ataques russos que deixaram centenas de milhares de habitantes de Kiev sem eletricidade e aquecimento no pico do inverno. O chefe de Estado ucraniano reforçou a necessidade de mísseis para sistemas de proteção aérea, enquanto se encontrava em Vilnius para as comemorações da insurreição de 1863 na Lituânia.

De acordo com a agência France-Presse, Zelensky destacou que, apenas nesta semana, a Rússia lançou mais de 1.700 drones de ataque, mais de 1.380 bombas aéreas guiadas e 69 mísseis de vários tipos. O presidente disse que é necessário reforçar diariamente a defesa antiaérea e que continua a trabalhar com os EUA e a Europa para obter maior proteção.

A Rússia tem atacado centros de energia ucranianos, causando oscilações na rede elétrica e no aquecimento. A situação em Kiev é particularmente grave, com a retirada de meio milhão de residentes devido aos ataques e ao frio intenso. O presidente da câmara da capital informou que 1.676 edifícios ficaram sem aquecimento após o ataque de sábado.

Enfrentamento e defesa antiaérea

Equipes permanecem em funcionamento 24 horas para restabelecer serviços, mas condições meteorológicas adversas dificultam os trabalhos. Zelensky pediu maior apoio contínuo para manter operações de defesa aérea e mitigar impactos sobre a população e infraestrutura.

Paralelamente, terminou no sábado, em Abu Dhabi, o primeiro ciclo de negociações diretas entre delegações da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos sobre o plano norte-americano para o conflito. Segundo Zelensky, as conversações foram construtivas e podem haver novos encontros na próxima semana.

À chegada a Vilnius, Zelensky foi recebido pelo presidente lituano, Gitanas Nauseda, que elogiou a participação ucraniana nas negociações de paz em curso. Nauseda apontou que decisões sobre a segurança europeia exigem participação europeia, e destacou o papel dos EUA e das forças europeias na monitorização de um eventual cessar-fogo, conforme a LRT.

Os dois líderes discutiram garantias de segurança e o papel de actores internacionais na eventual cessação de hostilidades. Está prevista uma reunião entre as delegações, seguida de uma missa na catedral de Vilnius, com a presença do chefe de Estado polaco, Karol Nawrocki, de acordo com a EFE.

Negociações e diplomacia

Os três líderes devem abordar a situação de segurança na região e as negociações em curso sob mediação norte-americana. A visita de Zelensky e Nawrocki a Vilnius insere-se no contexto do aniversário da revolta de 1863-1864 contra a ocupação russa, que galvanizou movimentos nacionalistas da região.

A revolta surgiu como resposta ao recrutamento forçado de jovens polacos para o exército russo, evoluindo para uma guerrilha que atingiu territórios da atual Polônia, Lituânia, Bielorrússia e parte da Ucrânia. O episódio tornou-se símbolo de autodeterminação e influenciou futuras negociações de segurança no Leste Europeu.

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