- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington deterá soberania sobre os terrenos onde venham a ser instaladas bases militares na Gronelândia.
- O anúncio surge após um pré-acordo com a NATO, durante o Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça.
- Trump deu a entrevista ao The New York Post, mencionando “acesso total” aos terrenos, sem detalhar o acordo preliminar.
- A presença militar atual na Gronelândia é de uma base, cerca de 150 militares e mais de 300 funcionários civis; o país tem histórico de redução de bases desde a Segunda Guerra Mundial.
- Fontes indicam que o modelo do pré-acordo pode assemelhar-se ao das bases britânicas no Chipre, que permanecem sob soberania do Reino Unido.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington passará a deter soberania sobre os terrenos onde venham a ser instaladas bases militares norte-americanas na Gronelândia. A declaração ocorreu na sequência de um pré-acordo alcançado com a NATO, durante o Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça.
Em entrevista ao jornal The New York Post, Trump respondeu afirmativamente à possibilidade de controlo norte-americano sobre os terrenos destinados a futuras instalações. O chefe de Estado não avançou detalhes sobre o entendimento preliminar discutido na quarta-feira, após uma reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
A existência de uma base militar norte-americana na Gronelândia e o enquadramento histórico do acordo de defesa de 1951, revisto em 2004, são referencias recorrentes. O acordo permitiu a presença militar dos EUA durante a Guerra Fria, com redução do número de bases desde o pós-guerra.
Contexto e desdobramentos recentes
Numa outra comunicação, Trump recuou de ameaças de anexar a Gronelândia pela força e de impor tarifas a países europeus que resistissem à aquisição do território. O presidente justificou o interesse estratégico por motivos de segurança nacional, assinalando supostas ameaças da Rússia e da China, além do valor geopolítico e dos recursos naturais da região.
Em declarações ao canal Fox Business, Trump explicou que os EUA terão “acesso militar total” à Gronelândia, indicando que poderão colocar lá tudo o que for necessário, sem limite temporal.
Modelos de referência
Fontes citadas pelo The New York Times indicam que o modelo de soberania pode assemelhar-se ao regime das bases britânicas no Chipre, que permanecem sob soberania britânica desde a independência do território em 1960.
Presença atual na Gronelândia
Atualmente, a presença militar norte-americana na Gronelândia resume-se a uma base, com cerca de 150 militares e mais de 300 funcionários civis, muitos dinamarqueses ou gronelandeses. A redução de 17 bases instaladas durante a Segunda Guerra Mundial ocorreu desde 1945.
Entre na conversa da comunidade