- Comitiva de eurodeputados dos Patriotas pela Europa (Hungria, Áustria, França e Espanha) conheceu Jerusalém, a poucas horas de uma conferência sobre antissemitismo.
- Governo israelita agradece o apoio firme ao Estado de Israel e à defesa da soberania, fronteiras e identidade nacional.
- Netanyahu afirmou que há um ataque à civilização judaico-cristã ocidental, com participação de islão radical e de uma esquerda radical que partilha do ódio a Israel e aos judeus.
- O líder disse que Islão militante aliado a armas nucleares é o maior perigo global e que os aliados de armas são também irmãos na luta pelo futuro do mundo.
- A ministra da Cultura afirmou que o encontro prova que Israel não está sozinho; a segunda edição da Conferência Internacional sobre a Luta contra o Antissemitismo realiza-se segunda e terça-feira, abordando o aumento do antissemitismo na Europa, teorias da conspiração e a negação do Holocausto, numa iniciativa que inclui membros de Vox, União Nacional, Fidesz, Liga e do Chega no Parlamento Europeu.
Num encontro em Jerusalém, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a ministra da Cultura, Miri Regev, agradeceram aos eurodeputados do grupo Patriotas pela Europa pelo apoio ao Estado de Israel. O encontro ocorreu na véspera de uma conferência internacional sobre antissemitismo.
A comitiva conta representantes da Hungria, da Áustria, de França e de Espanha, ligados ao movimento de extrema-direita em cenário europeu. O governo israelita publicou um comunicado acompanhando a fotografia do encontro, destacando o apoio “firme e constante” ao país e a defesa da soberania, das fronteiras e da identidade nacional.
Netanyahu afirmou que o ataque à civilização judaico-cristã ocidental não resulta apenas do Islão radical, mas também de cooperação com setores de esquerda radical que se opõem a Israel e aos judeus. O chefe do governo descreveu o grupo como aliado estratégico na luta por um futuro global, sem oferecer avaliações morais.
A ministra Regev descreveu o encontro como prova de que Israel não está isolado, salientando que há líderes europeus que entendem que a causa de Israel também é da Europa. O governo planeia, para segunda e terça-feira, a segunda edição da Conferência Internacional sobre a Luta contra o Antissemitismo, em Jerusalém.
O programa oficial da conferência prevê sessões sobre o aumento do antissemitismo na Europa, teorias da conspiração no discurso político e negacionismo do Holocausto. Estão previstas mesas-redondas, sessões plenárias e reuniões voltadas a legisladores, especialistas e comunicadores.
A sessão reúne figuras políticas atuais e antigas associadas ao conservadorismo e à extrema-direita global. Entre os participantes, destacam-se aliados de vários países europeus, incluindo vozes do Vox espanhol, da União Nacional francesa, do Fidesz húngaro e do Liga italiano.
O Chega, que integrou o Parlamento Europeu após as eleições de 2024 com dois eurodeputados, António Tânger Corrêa e Tiago Moreira de Sá, transitou do grupo Identidade e Democracia para os Patriotas em julho desse ano. O movimento inclui também outras formações de direita europeia.
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