- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos terão soberania sobre os terrenos onde fica a base militar na Gronelândia, com base num pré-acordo com a NATO em Davos.
- Trump disse ter “todo o acesso militar” que quiser àquele território, sem indicar prazos ou limites.
- O pré-acordo foi anunciado após a reunião entre Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, no Fórum Económico Mundial de Davos.
- A Gronelândia depende da Dinamarca e já mantém uma base militar no norte sob um acordo de defesa assinado em mil novecentos e cinquenta e um (atualizado em mil e quatro).
- Atualmente, a Gronelândia alberga cerca de cento e cinquenta militares e mais de três centenas de funcionários na base, resultado da redução de dezoito bases desde mil novecentos e quarenta e cinco.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos passarão a ter soberania sobre os terrenos onde fica a base militar norte-americana na Gronelândia. A declaração surge na esteira de um acordo pré-estabelecido com a NATO, durante o Fórum Económico Mundial de Davos, Suíça.
Trump assinalou, numa entrevista ao The New York Post, que os EUA poderão controlar o terreno onde serão instaladas futuras bases na Gronelândia, um território associado à Dinamarca. O presidente não detalhou os termos do pré-acordo anunciado após a reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
A base norte-americana no norte da Gronelândia já está enquadrada num acordo de defesa assinado em 1951 entre Copenhaga e Washington, com atualizações em 2004. Intenções de ampliação ou modificação desse quadro ainda não foram amplamente especificadas.
Na altura, Trump já tinha retirado a possibilidade de anexar a Gronelândia pela força e de impor tarifas a países europeus contra a oposição à aquisição da ilha. O argumento foi apresentado em termos de segurança nacional face a supostas ameaças russas e chinesas.
Foi anunciada posteriormente uma “estrutura para um futuro acordo” sobre a Gronelândia, resultado de um encontro com Mark Rutte em Davos. Em entrevista ao FoxBusiness, Trump reforçou a ideia de acesso militar total ao território, sem limites de tempo.
Fontes citadas pelo The New York Times indicam que o pré-acordo poderá ter semelhanças com o estatuto das bases britânicas no Chipre, que permanecem sob soberania britânica desde 1960. O grau exato de controle não foi confirmado oficialmente.
Atualmente, a presença militar dos EUA na Gronelândia é reduzida: de 17 bases em 1945 para uma única base com cerca de 150 elementos, além de mais de 300 funcionários civis, muitos dinamarqueses ou gronelandeses.
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