- Putin fixou o preço da Gronelândia entre 200 e mil milhões de euros, numa afirmação feita durante uma reunião do Conselho de Segurança.
- O chefe de Estado russo indicou que, em comparação com o Alaska e o ouro da altura, o valor poderia variar de cerca de 200–250 milhões de dólares a quase mil milhões de dólares.
- Destacou que a Dinamarca tratou a Gronelândia como colónia e que Washington e Copenhaga deverão chegar a um acordo; afirmou que a questão não é da Rússia.
- No Davos, o presidente norte‑americano, Donald Trump, disse que os EUA trabalham com a NATO num acordo sobre a Gronelândia e descartou o uso de força.
- Reações na Rússia variaram entre entusiasmo e cautela, com analistas a perguntar impactos para a UE e para a NATO, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, a comentar o legado colonial dinamarquês sobre a Gronelândia.
O presidente russo Vladimir Putin sugeriu hoje que o preço da Gronelândia, ilha autogovernada da Dinamarca, pode oscilar entre 200 milhões e 1 mil milhões de euros, segundo declarações numa reunião do Conselho de Segurança da Rússia. A notícia surge no contexto da insistência do presidente norte-americano em adquirir a região.
Putin explicou que a área é ligeiramente maior que a do Alaska, vendido aos EUA no século XIX, o que justificaria um valor próximo de 200 a 250 milhões de dólares apenas pela dimensão. Contudo, afirmou que, ao considerar o preço do ouro na altura, o montante poderia aproximar-se de 1 mil milhões de dólares.
O líder russo recordou a venda do Alaska em 1867, salientando o preço de 7,2 milhões de dólares na época, e comparou as duas transações. Relembrou ainda que a Dinamarca tem tratado a Gronelândia de forma autoritária, segundo a leitura de Moscovo.
No mesmo dia, Donald Trump declarou em Davos que os EUA trabalham com a NATO numa solução sobre a Gronelândia, descartando o recurso à força. Putin disse que a questão não é da Rússia e expressou a crença de que Washington e Copenhaga chegarão a um acordo.
As reacções na imprensa estatal e entre commentadores pró-Kremlin variaram entre celebração e cautela. Alguns consideraram a hipótese histórica; outros temem impactos na UE, na NATO e na governação do Ártico, incluindo questões de segurança e económicas para a Rússia.
A Rússia tem intensificado movimentos militares na região ártica para expandir a sua presença, citando a importância estratégica da área que alberga a Frota do Norte e testemunhos históricos de testes nucleares naquele território.
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, sugeriu que o controlo dinamarquês sobre a Gronelândia é um legado colonial e traçou paralelos com a anexação da Crimeia, sublinhando que a Crimeia continua relevante para a segurança russa, assim como a Gronelândia é para os EUA.
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