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Curdos e forças sírias tentam nova trégua de quatro dias

Aliança sírio-curda negocia trégua de quatro dias para integrar forças curdas e instituições civis no Estado central, com exército a evitar Hasakah e Qamishli.

Estados Unidos dizem que os curdos devem aceitar a integração no Governo sírio, liderado por Ahmed al-Sharaa
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  • Governo sírio e Forças Democráticas Sírias acordam um cessar-fogo de quatro dias para discutir a integração da província de Hasakah no Estado sírio.
  • Se houver acordo de integração das forças curdas e das instituições civis, o Exército sírio não entrará nos centros das cidades de Hasakah e Qamishli.
  • O Exército ficará apenas nos arredores das cidades; não haverá forças armadas nas aldeias curdas, exceto forças de segurança locais recrutadas entre os residentes.
  • Mazloum Abdi, líder das SDF, vai apresentar candidatos para cargos no governo central, incluindo vice-ministro da Defesa e governador de Hasakah.
  • Os Estados Unidos posicionam-se como principal parceiro na luta contra o Daesh; 81 combatentes capturados já teriam recuperado, entre 120 que fugiram da prisão de Shaddid.

O Governo sírio anunciou um novo cessar-fogo com as Forças Democráticas Sírias (SDF) por quatro dias, com o objetivo de definir a integração da província de Hasakah no Estado central. O acordo impede a entrada de forças sírias nos centros de Hasakah e Qamishli, caso haja um entendimento.

O anúncio foi feito pela agência estatal Sana, citando a presidência síria. O objetivo é chegar a um acordo sobre a integração das forças militares curdas e das instituições civis da província nas estruturas do Exército e do Governo de Damasco.

Acordo em quatro dias para Hasakah. Caso seja alcançado, as forças sírias não entrarão nas cidades, apenas nos arredores, durante as negociações sobre o calendário e os detalhes da integração. As aldeias curdas permanecerão livres de deslocações militares, salvo pela presença de forças de segurança locais.

Qamishli e Hasakah permanecerão sob controlo central apenas com uma presença limitada, enquanto as conversações seguem. O Transito entre as zonas administrativas curdas e o centro permanece em discussão, com garantias de direitos linguísticos e culturais para a população curda.

Mazloum Abdi, líder das SDF, deverá apresentar ao governo de Sharaa um candidato para o cargo de vice-ministro da Defesa. Participa também a proposta de um governador para Hasakah e nomes para representações na Assembleia Popular, entre outros nomes para as instituições estatais sírias.

A posição acordada prevê a integração de todas as forças militares e de segurança das SDF no Ministério da Defesa e no Ministério do Interior, bem como a incorporação das instituições civis provinciais no aparato estatal sírio. Discussões sobre um mecanismo detalhado continuam em aberto.

EUA veem Damasco como principal parceiro. Segundo a Al-Jazeera, Tom Barrack, enviado americano para a Síria, afirmou que o Estado sírio passa a liderar a luta contra o Daesh, papel anteriormente assumido pelas SDF. Os washingtonianos ressaltaram a necessidade de proteção dos direitos curdos.

A recente controvérsia envolve a prisão de Shaddid, onde milhares de militantes do Daesh permanecem detidos. Ataques de facções ligadas ao Exército sírio contra as SDF terão dificultado o apoio da coligação internacional, segundo relatos de campo.

Segundo a agência, 81 dos 120 combatentes do Daesh que fugiram da prisão de Shaddid foram capturados, com as partes a responsabilizarem-se mutuamente pela fuga. Os incidentes e a resposta das parte envolvidas continuam a evoluir em Hasakah e arredores.

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