- Seguro foi o candidato mais votado na primeira ronda com 31,14%, seguido de Ventura com 23,48% e Cotrim de Figueiredo com 15,99% (resultados provisórios).
- A segunda volta ficou marcada para 8 de fevereiro, entre António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista, e André Ventura, candidato da extrema-direita do Chega.
- A imprensa internacional destaca a perspetiva de Seguro vencer, descrevendo-o como provável presidente em Portugal num país com mudança de tom político.
- Luís Marques Mendes ficou em quinto lugar; o noticiário espanhol classifica a derrota como um grande revés para o candidato apoiado pelo primeiro-ministro.
- Reacções variadas: Le Monde e Le Soir referem o confronto na segunda volta; o Politico salienta a vitória surpreendente do centro-esquerda e o crescimento do Chega; mais de 11 milhões de eleitores foram chamados.
O confronto na segunda volta das presidenciais de Portugal coloca António José Seguro, do Partido Socialista, frente a André Ventura, candidato de perfil de extrema-direita, num duelo que ganha destaque na imprensa internacional. A vitória de Seguro na primeira volta, disputada neste domingo, acontece num contexto em que Luís Montenegro, representante da coligação que incluía o PSD, ficou em quinto lugar.
Seguro foi o mais votado com 31,14% dos votos em contagem provisória, segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral. Ventura é o segundo, com 23,48%, seguido de João Cotrim de Figueiredo, com 15,99%. Faltam 12 consulados por apurar entre os 109 presentes.
A segunda volta está marcada para 8 de fevereiro, mantendo-se a hegemonia do PS na corrida ao Palácio de Belém. O escrutínio envolveu mais de 11 milhões de eleitores, que escolherão o substituto de Marcelo Rebelo de Sousa, que encerra dois mandatos.
Repercussões internacionais
O espanhol El País destaca que Seguro, “retirado da política nos últimos dez anos” e com pouco apoio inicial no seu partido, ultrapassou previsões ao enfrentar Ventura. La Vanguardia descreve o resultado como um revés para Montenegro, apontando a sua figura como obscura de lobista de alto nível.
El Mundo prevê, a permanecer sem alterações, a vitória de Seguro na segunda volta, ao concentrar o voto contra a extrema-direita. O Le Monde features o confronto entre Socialismo e direita radical, enquanto o Le Soir sublinha que Ventura não foi a grande vencedora da noite.
O Politico, com enfoque europeu, assinala uma vitória surpreendente da centro-esquerda e acrescenta que o peso de Ventura, tendo assegurado quase um quarto dos votos, evidencia o crescimento do Chega em Portugal.
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