- Donald Trump afirma que é a Ucrânia quem impede um possível acordo de paz com a Rússia, e que Putin está preparado para encerrar o conflito, segundo entrevista na Sala Oval.
- O presidente norte‑americano diz que Zelensky é quem se mostra reticente, e que a administração norte‑americana já afastou a adesão da Ucrânia à NATO.
- Kiev enfrenta falhas de aquecimento com mais de quatrocentas habitações sem calor, em meio a temperaturas de 17 graus negativos na região.
- Os cortes de energia devem‑se aos ataques russos com drones e mísseis, que afetaram o sistema de distribuição de gás e as redes elétricas.
- Zelensky afirmou que a situação é especialmente grave em Kiev, Odessa e na região de Dnipropetrovsk.
Donald Trump afirmou, em audiência na Sala Oval da Casa Branca, que a Ucrânia está a impedir um possível acordo de paz com a Rússia. Segundo o ex-presidente, Putin está preparado para encerrar o conflito, mas Zelensky mostra reticência. A entrevista foi realizada no contexto da avaliação sobre o fim da guerra de 2022.
Trump descreveu o papel da Ucrânia como obstáculo à paz, sugerindo que as condições propostas pela Rússia seriam suficientes para avançar. A reportagem destaca que, ao longo do primeiro ano do seu segundo mandato, o ex-presidente pareceu mais aberto a aceitar as condições russas do que a atender plenamente os pedidos de Kiev.
A relação entre Trump e Zelensky tem passado por oscilações, com momentos de tensão pública. O estilo diplomático do Presidente norte-americano tem sido marcado por divergências sobre estratégias de paz e o envolvimento da Ucrânia na NATO.
Situação em Kiev e no país
Na capital ucraniana, o corte de aquecimento afecta mais de 400 habitações, devido a ataques russos. As falhas ocorrem numa resposta a ataques com drones e mísseis que impactaram redes de gás e eletricidade.
A região de Kiev regista temperaturas de cerca de 17 graus negativos. Em Kiev, Odessa e Dnipropetrovsk é relatada gravidade no fornecimento de energia, com partes da cidade a sofrerem com a redução de aquecimento.
Segundo informações da Lusa, os problemas começaram na sexta-feira seguinte aos ataques russos, que visaram infraestruturas críticas. O objetivo dos dispositivos incendiários foi comprometer o sistema de distribuição de energia e gás no território.
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