- O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que uma violação da soberania da Gronelândia traria consequências em cascata imprevisíveis, durante uma reunião do Conselho de Ministros.
- Macron reagiu às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que tem expressado o desejo de anexar a Gronelândia.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, alertou que esquecer as regiões ultraperiféricas such as Madeira e Açores tem um preço no futuro, associando-o às tensões sobre a Gronelândia.
- O primeiro-ministro da Gronelândia disse que, se tivesse de escolher entre EUA e Dinamarca, escolheria a Dinamarca, acrescentando que a Gronelândia não quer ser possuída nem controlada.
- Representantes da Gronelândia e da Dinamarca vão reunir-se com responsáveis norte-americanos na Casa Branca, em Washington, nesta quarta-feira.
O Presidente francês Emmanuel Macron avisou nesta quarta-feira que uma violação da soberania da Gronelândia, território autónomo dinamarquês, traria consequências em cascata imprevisíveis. A afirmação foi feita numa reunião do Conselho de Ministros.
Macron reagiu a declarações recentes do Presidente norte-americano sobre a preparação para anexar a Gronelândia. A posição francesa é de que violar a soberania de um aliado europeu teria repercussões significativas.
França afirmou acompanhar a situação com a máxima atenção e agir em total solidariedade com a Dinamarca e a sua soberania. O tema ganhou dimensão após as palavras de Trump sobre o arquipélago.
Repercussões e contexto europeu
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, alertou a UE para o risco de negligenciar as regiões ultraperiféricas, como Madeira e Açores, que podem sofrer pressões com tensões envolvendo a Gronelândia.
Rangel destacou que a Gronelândia está fora da UE há muito tempo, mas que a atenção reduzida a este território pode explicar parte das tensões observadas recentemente.Enfatizou que a não atenção tem custos no futuro.
A Gronelândia é território autónomo do Reino da Dinamarca e tem despertado interesse dos EUA pela posição estratégica e pelos recursos minerais da região ártica. Trump já indicou intenção de tomar posse de forma indevida.
O primeiro-ministro da Gronelândia afirmou que, em caso de escolha, o governo da região apoiaria a Dinamarca em detrimento dos EUA, devido às pretensões de Washington. Nielsen disse que a Gronelândia não pretende ser possuída ou controlada.
Representantes da Gronelândia e da Dinamarca reuniram-se nesta quarta-feira com responsáveis norte-americanos na Casa Branca, em Washington, para discutir a situação. O encontro visa esclarecer posições e possibilidades de acordo.
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