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Grupo de Arraiolos leva a voz de presidentes sem poder executivo à Europa

Grupo de Arraiolos volta a ganhar centralidade na campanha de Presidenciais de 2026, com cimeira prevista na Hungria e foco na UE e tecnologia

Grupo de Arraiolos, do Alentejo para a Europa. A voz dos presidentes sem poder executivo
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  • O Grupo de Arraiolos foi criado em 2003 por Jorge Sampaio, reunindo presidentes sem poderes executivos para discutir a UE, e hoje reúne chefes de Estado de vários países europeus com sistemas parlamentares ou semipresidenciais.
  • Reúne presidentes da Áustria, Bulgária, Croácia, Estónia, Eslováquia, Finlândia, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Malta, Polónia, Portugal e Eslovénia, com funções essencialmente representativas.
  • A cimeira de 2003 centrou-se no alargamento da UE e na futura Constituição Europeia; em 2005 saiu o artigo conjunto Unidos pela Europa, publicado nos jornais dos países.
  • A reunião é anual, com exceção de 2020 devido à pandemia; as últimas edições incluíram Portugal em 2023 e a última em Tallinn, outubro de 2025, reforçando consensos sobre Ucrânia, Médio Oriente e IA.
  • Na campanha para as Presidenciais de 2026, Jorge Pinto propôs usar o Grupo de Arraiolos para conter influências digitais globais, enquanto António José Seguro destacou o papel estratégico do fórum para revitalizar o projeto europeu. A próxima reunião está marcada para 2026 na Hungria.

O Grupo de Arraiolos nasceu em 2003, em Arraiolos, no Alentejo, criado por Jorge Sampaio. Surgiu como um espaço informal de diálogo entre presidentes de repúblicas sem poderes executivos. Passou a ser foco de debate político em 2026, com o objetivo de fortalecer a União Europeia.

Este foro reúne chefes de Estado de países com sistemas parlamentares ou semipresidenciais, incluindo Austría, Bulgária, Croácia, Estónia, Eslováquia, Finlândia, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Malta, Polónia, Portugal e Eslovénia. Os presidentes têm funções institucionais, sem poder executivo direto.

Evolução histórica

A primeira cimeira ocorreu em outubro de 2003, para debater o alargamento da UE e a possível Constituição Europeia. Houve a cimeira de Helsínquia, em 2005, onde sete presidentes redigiram o artigo Unidos pela Europa, publicado em jornais nacionais. A reunião é anual, com exceção de 2020, devido à pandemia.

Em 2021, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a intenção de celebrar os 20 anos do grupo em Portugal, o que ocorreu em 2023. Desde então, foram realizadas oito cimeiras presididas por Rebelo de Sousa: Bulgarian 2016, Malta 2017, Letónia 2018, Grécia 2019, Itália 2021, Malta 2022 e Porto 2023. A última reunião ocorreu em Tallin, Estónia, em outubro de 2025, com foco na guerra na Ucrânia, no Médio Oriente e na Inteligência Artificial.

Perspectivas na atualidade

O grupo ganhou relevância na campanha para as Presidenciais de 2026. O candidato Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, sugeriu potential uso do fórum para conter a influência de figuras digitais internacionais, e defendeu regulação de algoritmos num quadro europeu, reconhecendo que o Presidente não tem poder legislativo. O Grupo de Arraiolos foi apontado como espaço de discussão sobre questões tecnológicas ao mais alto nível europeu.

António José Seguro também destacou a importância do fórum para revitalizar o projeto europeu, defendendo que, através do grupo, chefes de Estado sem poderes executivos possam contribuir para um novo impulso da Europa, com lideranças capazes de compreender os tempos atuais. Seguro participa de debates relacionados com o tema.

Próxima reunião

A próxima reunião está marcada para 2026, na Hungria, com a participação do Presidente eleito nas eleições marcadas para o próximo domingo, 18 de janeiro, reforçando a continuidade do fórum no panorama europeu.

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