- O suspeito do incêndio numa sinagoga em Jackson, Mississípi, confessou ter ateado fogo por causa aos “laços judaicos” da instituição, segundo o FBI.
- O ataque ocorreu na Congregação Beth Israel na madrugada de sábado; não houve feridos entre membros ou bombeiros.
- Imagens de câmaras de segurança mostram um suspeito mascarado a deitar combustível no chão e num sofá do átrio.
- O fogo danificou gravemente a biblioteca e os escritórios; dois rolos da Torá foram destruídos, cinco estavam no santuário e eram avaliados quanto a danos pelo fumo, enquanto um rolo sobrevivente ficou atrás de vidro e não foi danificado.
- O presidente da congregação, Zach Shemper, afirmou que pretendem reconstruir a sinagoga e que várias igrejas ofereceram espaços para os serviços durante a reconstrução.
O FBI informou que o suspeito do incêndio numa sinagoga no Mississippi admitiu ter escolhido o local pelos seus laços judaicos. O fogo ocorreu na Congregação Beth Israel, em Jackson, na madrugada de sábado.
Segundo o depoimento aos agentes, Pittman referiu-se à sinagoga como a sinagoga de Satanás e reconheceu ter ateado o fogo no interior do edifício. A declaração foi feita durante a participação em investigações com bombeiros locais e a polícia do condado de Hinds.
O incêndio danificou gravemente a biblioteca e os escritórios da sinagoga histórica. Cinco rolos da Torá estavam sob avaliação para danos causados pelo fumo, dois terços destruídos no interior da biblioteca. Um rolo sobrevivente ao Holocausto permaneceu intacto.
Contexto e impacto na comunidade
A Beth Israel, fundada em 1860, é a única sinagoga de Jackson e também abriga a Federação Judaica e o Instituto da Vida Judaica do Sul. O presidente da congregação, Zach Shemper, afirmou que diversas igrejas ofereceram espaços para serviços durante a reconstrução.
O edifício, de arquitetura modernista, já foi alvo de um atentado em 1967 por membros do Ku Klux Klan, poucos meses após a mudança para a localização atual. O rabino Perry Nussbaum viu-se também alvo de ataques dois meses depois, pela sua oposição à segregação.
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