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Rutte diz que não é momento para criar barreiras

Rutte afirma que não é tempo para barreiras entre NATO e UE; defende maior responsabilidade europeia na defesa e o compromisso dos EUA com a aliança

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  • O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que este não é o momento para agir sozinho ou criar barreiras entre a UE e a NATO.
  • Rejeitou comentar as pretensões da administração norte-americana sobre a Gronelândia, dizendo que não comenta questões entre aliados.
  • Disse que os Estados Unidos estão completamente comprometidos com a NATO, mas que a Europa e o Canadá devem assumir mais responsabilidades pela sua segurança, apontando o objetivo de investir 5% em defesa como guia.
  • Reconheceu que a Dinamarca investe em capacidades de defesa da Gronelândia, incluindo aeronaves Boeing P‑8, drones de longo alcance, caças F-35 e reabastecimento aéreo, para manter a região e a aliança seguras.
  • Reiterou que não comenta discussões entre aliados; elogiou a atuação de Donald Trump na atenção ao Ártico e afirmou não estar preparado para se demitir, embora reconheça que terá um sucessor um dia.

O secretário-geral da NATO afirmou, no Parlamento Europeu, que não é hora de agir de forma isolada nem de criar barreiras entre a UE e a Aliança. Mark Rutte definiu a posição numa intervenção em que não comentou diretamente a Gronelândia.

Rutte sublinhou que os Estados Unidos estão totalmente comprometidos com a NATO, desde que a Europa e o Canadá assumam mais responsabilidades pela sua própria segurança. Reforçou a meta de investir 5% do PIB em defesa como guia estratégico para a região.

Em resposta a perguntas, o líder afirmou que não há divergências internas na NATO sobre a segurança no Ártico, destacando a necessidade de intensificar a cooperação entre aliados diante de maior atividade de Rússia e China na região.

O primeiro-ministro holandês reconheceu que a Dinamarca tem reforçado capacidades na Gronelândia, com aviões P-8, drones, caças F-35 e capacidades de reabastecimento. Essas ações são consideradas importantes para a defesa coletiva da aliança.

Numa troca com uma eurodeputada dinamarquesa, Rutte pediu que se respeite o papel de não comentar discussões entre aliados. O objetivo é manter a solidez da cooperação entre Estados-membros diante de tensões regionais.

Rutte elogiou o tom dos desenhos de cooperação com os EUA e afirmou que a NATO já iniciou contactos sobre os próximos passos no Ártico, com foco nos sete países da região: Canadá, EUA, Islândia, Finlândia, Noruega, Suécia e Dinamarca.

Sobre a possibilidade de deixar o cargo, o secretário-geral afirmou que não está preparado para demitir-se, e que haverá um sucessor no futuro, sem adiantar prazos nem cenários. A fala encerrou sem indicar conclusões.

Ártico e alianças em foco

A NATO mantém a linha de reforçar a presença e a coordenação regional, após a preocupação manifestada por autoridades norte-americanas. A questão da Gronelândia, embora não abordada diretamente, é enquadrada como parte de um quadro de segurança mais amplo na região.

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