- Um drone ucraniano atingiu o petroleiro Matilda no terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC), em Novorossiysk; houve explosão, sem incêndio, e não há vítimas entre a tripulação; o navio continua a navegar e não foram observados danos estruturais graves.
- O petroleiro Delta Harmony também foi atacado no mesmo terminal enquanto aguardava carregamento; as tripulações saíram ilesas.
- Este é o quarto ataque ao CPC em 2025, que encerra um dos maiores oleodutos do mundo, responsável por cerca de 80% do petróleo do Cazaquistão.
- Em 29 de novembro, um ataque anterior ao terminal de Novorossiysk causou danos e prejuízos entre 70 e 100 milhões de dólares ao Cazaquistão; o CPC acusa a Ucrânia de ameaçar os interesses dos seus países participantes.
- Além disso, dois petroleiros gregos foram atingidos por drones perto de Novorossiysk, sem danos graves; a origem dos aparelhos não foi especificada e Kiev não comentou sobre isso.
No porto russo de Novorossiysk, dois petroleiros foram alvo de ataques com drones, num novo incidente envolvendo o Consórcio Oleoduto do Cáspio (CPC). A KazMunayGaz, estatal petrolífera do Cazaquistão, informou que um drone ucraniano atingiu o petroleiro Matilda, que aguardava carregamento no terminal do CPC. A explosão ocorreu sem incêndio segundo a empresa.
A KazMunayGaz acrescentou que não houve vítimas entre a tripulação. O navio Matilda, fretado pela Kazmortransflot, permanece em condições de navegação, com danos estruturais não considerados graves de imediato. O Ministério da Energia do Cazaquistão confirmou também que o petroleiro Delta Harmony foi atacado enquanto aguardava carga.
A informação foi confirmada pelas autoridades, que indicaram que as tripulações de ambos os navios saíram ilesas. Este é o quarto ataque ao CPC em 2025, após incidentes na estação de bombagem de Kropotkinskaya e nos escritórios em Novorossiysk.
Contexto do CPC
O CPC é um marco estratégico que encerra um dos maiores oleodutos do mundo, com passagem de cerca de 80% do petróleo do Cazaquistão. O terminal em Novorossiysk tem sido alvo de ataques nos últimos meses, elevando tensões na região.
A 29 de novembro, um drone marítimo atingiu um terminal de carga em Novorossiysk, causando danos significativos e prejuízos estimados entre 70 e 100 milhões de dólares para o Cazaquistão. O consórcio envolve empresas do Cazaquistão, Estados Unidos, Rússia e países europeus, que acusam a Ucrânia de ameaçar seus interesses.
A 30 de novembro, autoridades cazaques pediram à Ucrânia que interrompesse os ataques ao terminal CPC. Paralelamente, o Ministério dos Assuntos Marítimos da Grécia informou que dois petroleiros gregos foram atingidos por drones nas proximidades de Novorossiysk, sem danos graves.
Em paralelo
O Matilda e o Delta Harmony, dois navios que atuam sob bandeiras diferentes (Maltesa e Liberiana) e operados por empresas gregas, foram atingidos por dois drones, mas não sofreram danos graves, segundo o porta-voz do ministério grego. Kiev ainda não comentou oficialmente as alegadas origens dos ataques.
Os incidentes de drones contra embarcações civis vêm aumentando nas últimas semanas, com ataques que impactam operações portuárias e o transporte de petróleo na região do Mar Negro. Kiev tem, em várias ocasiões, atribuído responsabilidades a ações russas, enquanto Moscovo nega envolvimento direto.
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