- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre todas as transações comerciais com a República Islâmica do Irão, com efeito imediato.
- A medida aplica-se a países que façam negócios com o Irão, num contexto de grandes protestos no país e de resposta violenta das autoridades.
- A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) calcula pelo menos 648 mortos em 14 províncias desde 28 de dezembro, incluindo nove menores, com milhares de feridos e mais de dez mil detidos; o acesso à Internet permanece restrito.
- Trump indicou apoio aos manifestantes e planeia enviar satélites Starlink para manter a população online; as autoridades iranianas prometem reação severa aos protestos.
- O Irão enfrenta inflação acima de 42% e desvalorização do rial; o líder supremo Ali Khamenei descreveu os EUA como alvo de um aviso e associou os protestos a inimigos estrangeiros.
Donald Trump anunciou, esta segunda-feira, a imposição de tarifas de 25% sobre qualquer país que faça negócios com o Irão, com efeito imediato.
A medida foi comunicada nas redes sociais pelo Presidente dos EUA, que afirmou que a tarifa incidirá sobre todas as transações comerciais com a República Islâmica. O objetivo é pressionar Teerão a mudanças políticas.
O anúncio ocorre num contexto de protestos massivos no Irão, fortemente reprimidos pelas autoridades, com centenas de mortos segundo organizações não governamentais. O Irão enfrenta uma das maiores vagas de agitação dos últimos anos.
Trump também indicou que poderá solicitar o envio de satélites Starlink, de Elon Musk, para manter a população online durante o conflito. Não há confirmação prática até ao momento.
Em junho último, ataques aéreos conjuntos de Israel e dos EUA atingiram alvos ligados a programas nucleares e de mísseis iranianos, prolongando um conflito regional já intenso.
A repressão interna tornou o acesso à Internet mais restrito, dificultando a verificação independente de informações sobre o número de mortos e feridos.
Segundo a ONG Iran Human Rights (IHRNGO), pelo menos 648 manifestantes foram mortos em 14 províncias desde 28 de dezembro, com nove mortos entre menores. Milhares ficaram feridos e mais de dez mil detidos.
A IHRNGO advertiu que a contagem se baseia em fontes limitadas, devido ao bloqueio de internet desde 8 de janeiro e às restrições de divulgação de dados. A organização também citou promessas de tribunais especiais para repressão.
Autoridades iranianas classificaram os manifestantes como criminosos associados a inimigos de Deus, com promessas de julgamentos rápidos em tribunais revolucionários. O órgão pediu cautela aos observadores internacionais.
As manifestações continuam em várias cidades, com relatos de apoio às autoridades em Teerão. O governo iraniano mantém a narrativa de combater o que classifica como sabotagem externa.
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