- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que o país não quer guerra, mas está totalmente preparado para ela.
- Araghchi disse ainda que o Irão está pronto para negociações, desde que sejam justas, com igualdade de direitos e baseadas no respeito mútuo.
- O Irão afirma estar mais preparado do que na guerra de doze dias com Israel em junho passado e que os protestos estão sob controlo total após o aumento da violência no fim de semana.
- Os protestos já resultaram em mais de 500 mortos, a grande maioria manifestantes, e mais de 10 mil detenções; houve bloqueio total de internet e redes móveis.
- Donald Trump ameaçou ataques aos EUA ou a Israel e ciberataques; o Irão diz que os canais de comunicação com os Estados Unidos continuam abertos através da embaixada suíça.
O Irão reage às recentes tensões com uma posição ambígua. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou que o país não quer entrar em guerra, mas está totalmente preparado para ela. A declaração foi feita na segunda-feira e surge num contexto de protestos internos e pressão internacional.
Para além da preparação para o confronto, Araghchi destacou abertura para negociações, desde que sejam justas, com igualdade de direitos e baseadas no respeito mútuo. O chefe da diplomacia iraniana enfatizou a continuidade da diplomacia.
O ministro afirmou ainda que o Irão está mais preparado do que durante o conflito de 12 dias com Israel, em junho, que resultou em mais de mil mortos. O governo diz que os protestos estão sob controlo após a escalada de violência no fim de semana.
Ameaças externas e canais de comunicação
Donald Trump advertiu que os Estados Unidos podem atacar o Irão por via militar ou ciberataques. O presidente indicou estar em negociações para uma reunião com Teerão, mas sugeriu a possibilidade de agir de forma rápida.
O porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei mencionou que os canais com os EUA permanecem abertos, apesar da ausência de uma representação diplomática no país. A embaixada da Suíça atua como representante dos interesses norte-americanos.
Baghaei reiterou o compromisso diplomático do Irão, desde que as negociações respeitem interesses mútuos e não sejam impostas de forma unilateral. O Executivo iraniano afirma continuar disponível para diálogo.
O balanço oficial de mortos nos protestos, desde dezembro, já supera 500, com a maioria dos falecimentos entre manifestantes. Também há registo de mais de 10 mil detenções e de um bloqueio generalizado à internet e à rede móvel para conter as manifestações.
As manifestações visam a situação económica e política do país, embora a tensão tenha aumentado nas últimas semanas, levantando dúvidas sobre o futuro político do Irão. As informações verificadas indicam um cenário estável apenas em termos de discurso, não de ações.
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