- O Hamas afirmou que as instituições na Faixa de Gaza estão “totalmente preparadas” para entregar o poder a um comité palestiniano independente, na segunda fase da trégua.
- Hazem Qasim, porta-voz em Gaza, disse que a decisão de transferir o controlo para o comité é parte da implementação do acordo de cessar-fogo e visa o superior interesse nacional.
- O comité tecnocrático e apolítico seria composto por palestinianos e especialistas internacionais, sob a supervisão de um Conselho de Paz chefiado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.
- O Hamas diz que Israel não quer avançar para a segunda fase por cálculos internos da coligação governamental e lutas pelo poder; Israel acusa o Hamas de violações do cessar-fogo.
- A segunda fase prevê um governo de transição sem o Hamas, o desarmamento do braço militar e a criação de uma força internacional de paz, com os EUA a liderar negociações com Egito, Qatar e Turquia.
O Hamas afirmou que as instituições que controla na Faixa de Gaza estão totalmente preparadas para entregar o poder a um comité palestiniano independente. A decisão, apresentada numa mensagem em vídeo, faz parte da implementação de um cessar-fogo em curso entre Hamas e Israel.
Hazem Qasim, porta-voz do Hamas em Gaza, disse que a transição ocorreria na segunda fase da trégua, ainda dependente de negociações. O comité seria tecnocrático e apolítico, envolvendo palestinianos e especialistas internacionais, com supervisão do Conselho de Paz liderado pelos EUA.
A mensagem indica que a entrega de poder visa cumprir o acordo de cessar-fogo e colocar o interesse nacional acima de tudo. O plano de paz discutido envolve uma governação transitória sob o comité, com objecção ao atual governo do Hamas.
Segundo o porta-voz, Israel não avança para a segunda fase por motivos internos ligados à coligação governamental e lutas pelo poder no Governo de Netanyahu. O Hamas afirma que cumpriu as obrigações da primeira fase da trégua, iniciada a 10 de outubro.
A primeira fase incluiu a libertação de 48 reféns e a troca por prisioneiros palestinianos, bem como a retirada parcial de forças israelitas e a entrada de ajuda humanitária. Israel quer ainda localizar o último corpo de um refén antes de avançar.
O Hamas alega dificuldades para localizar restos mortais devido às pilhas de escombros e à falta de equipamento para buscas. A segunda fase prevê um governo de transição sem o Hamas, o desarmamento do braço armado e a criação de uma força internacional de paz.
Segundo o Times of Israel, os EUA discutiram com Egito, Qatar e Turquia um plano de desarmamento gradual, começando pela entrega de armamento pesado. A ofensiva militar de Israel conservou-se desde 7 de outubro de 2023, com consequências humanitárias graves na região.
O confronto começou após ataques do Hamas em sul de Israel, que resultaram em cerca de 1.200 mortos e 251 reféns. Em resposta, Israel realizou uma operação massiva em Gaza, causando milhares de mortos e extensa destruição, de acordo com autoridades locais.
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