- EUA denunciam escalada perigosa e inexplicável da Rússia na Ucrânia após o lançamento do míssil balístico Oreshnik, perto da fronteira com a Polónia e a NATO.
- A diplomata Tammy Bruce, representante adjunta dos EUA junto às Nações Unidas, afirmou que o ataque aumenta o risco de expansão da guerra e compromete as negociações.
- Washington condena ataques contínuos à infraestrutura civil ucraniana e afirma que Rússia, Ucrânia e Europa devem procurar a paz.
- Novos ataques russos deixaram metade dos edifícios residenciais de Kiev sem aquecimento; a Rússia diz que o alvo foi uma fábrica de aviões em Lviv.
- A ONU revelou que 2025 foi o ano mais letal para civis ucranianos desde 2022, com padrões de ataques agravados pelo frio.
Os Estados Unidos classificaram a escalada na Ucrânia como perigosa e inexplicável, após o lançamento do míssil balístico Oreshnik contra uma área próxima à fronteira da Polónia e da NATO, na semana passada. A denúncia foi feita numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, onde se alertou para o risco de intensificação do conflito.
A representante adjunta dos EUA junto à ONU, Tammy Bruce, afirmou que os ataques russos, incluindo o Oreshnik, visam ampliar a guerra e prejudicar as negociações em curso entre Kyiv, aliados e Moscovo. Foi acrescentado que há condenação aos ataques sobre instalações energéticas e infraestruturas civis.
Perigo regional e impactos imediatos
A diplomata sublinhou que a violência continua a impedir caminhos de paz, ao mesmo tempo em que se valoriza o papel da liderança internacional para ajudar a encerrar o conflito. Ela destacou ainda que, apesar das discussões em curso, a Rússia mantém ações agressivas.
Numa operação ainda em análise, o Ministério da Defesa russo afirmou que o Orechnik tinha como alvo uma fábrica de aviões em Lviv, no oeste da Ucrânia. A afirmação ocorre num contexto de ataques que já deixaram parte de Kyiv sem aquecimento na noite anterior.
Reações diplomáticas
O embaixador britânico no Conselho de Segurança considerou o ataque perto da fronteira com a Polónia uma ameaça à segurança regional e internacional, salientando o potencial de escalada. A embaixadora da Letónia descreveu os ataques como bárbaros num pleno inverno.
Na mesma reunião, a ONU informou que 2025 foi o ano mais letal para civis ucranianos desde 2022, com 2.514 mortes. A organização apontou um padrão de ataques russos quando as condições climáticas se deterioram, agravando a necessidade de aquecimento.
Contexto e próximos passos
Muitos membros do Conselho reiteraram a condenação dos ataques massivos da Rússia e a necessidade de preservar a proteção de civis. O debate enfatizou a busca por soluções políticas e pela redução de hostilidades, sem previsões de conclusão imediata.
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