- O presidente dos EUA afirmou que empresas americanas terão acesso às reservas de petróleo da Venezuela, destacando também minerais e metais como recursos estratégicos para tecnologia, defesa e segurança nacional.
- Especialistas dizem que explorar esses recursos, para além do petróleo, será mais difícil; a quantidade e a viabilidade económica de minérios no país são incertas, com áreas ricas a enfrentarem guerrilha, mineração ilegal e impactos ambientais.
- Mesmo que haja extração de terras raras, grande parte do processamento depende da China, que domina mais de noventa por cento do refinamento global, gerando dependência e tensões com os EUA.
- Entre os minerais críticos para os EUA estão alumínio, cobalto, cobre, chumbo, níquel e quinze elementos de terras raras, como cério, neodímio e samário.
- Na Venezuela não há informações confiáveis sobre a extensão das reservas; sabe-se que existem depósitos de coltan, bauxita e outros minerais críticos, mas fatores como dados geológicos insuficientes, mão de obra pouco qualificada, crime organizado, falta de investimento e instabilidade dificultam a exploração.
A Administração dos EUA sinalizou um foco ampliado sobre a Venezuela, afirmando que empresas norte-americanas terão acesso às reservas de petróleo do país. Além do crude, Washington também observa minerais e metais como componentes estratégicos para tecnologia, defesa e segurança nacional.
Especialistas indicam que, apesar do interesse, explorar recursos além do petróleo enfrenta obstáculos significativos. A geologia venezuelana e a viabilidade económica ainda são incertas, com regiões ricas em minérios afetadas por conflitos, mineração informal e impacto ambiental.
A ter sua importância reconhecida pelos EUA, o petróleo venezuelano mantém prioridade para o curto prazo, mas o governo estadunidense avalia o potencial estratégico de incluir materiais como metais raros emergentes. A ideia envolve reduzir vulnerabilidades em cadeias de suprimento.
Entre os minerais de interesse estão alumínio, cobalto, cobre, chumbo, níquel e várias terras raras, como cério, neodímio e samário. Esses itens são vitais para manufatura, tecnologia e equipamento militar, ressalvam analistas.
A extração e o refino de tais recursos exigem capacidades técnicas avançadas e infraestrutura robusta. Atualmente, a maior parcela do processamento de terras raras ocorre na China, o que intensifica tensões comerciais com os EUA.
Quanto à Venezuela, não há dados confiáveis sobre a extensão real das reservas. Fatores como instabilidade política, crime organizado e falta de investimento dificultam planos de exploração significativos, mesmo com interesse estratégico externo.
Regiões venezuelanas ricas em minérios enfrentam desafios de governança, infraestrutura deficiente e impactos ambientais. A viabilidade de monetizar grandes depósitos dependerá de reformas, estabilidade e parcerias internacionais confiáveis.
A análise de especialistas continua a enfatizar que o petróleo pode abrir portas rápidas, enquanto minerais críticos exigem ações coordenadas de longo prazo, investimentos e políticas estáveis para qualquer aproveitamento viável.
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